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Trump critica transferência de base militar estratégica dos EUA no Oceano Índico
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Trump critica transferência de base militar estratégica dos EUA no Oceano Índico

Presidente americano classifica decisão do Reino Unido como "ato de grande estupidez" em meio a tensões geopolíticas.

Redação
Redação
21 de janeiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente nesta terça-feira a decisão do Reino Unido de transferir a soberania das Ilhas Chagos para as Ilhas Maurício. O arquipélago abriga a base militar conjunta EUA-Reino Unido em Diego Garcia, considerada vital para operações americanas no Indo-Pacífico, Oriente Médio e partes da África.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o aliado da OTAN está planejando "dar a ilha de Diego Garcia, local de uma base militar vital dos EUA, para as Maurício, e fazer isso SEM RAZÃO ALGUMA". O presidente americano classificou o movimento como "um ato de GRANDE ESTUPIDEZ".

Importância estratégica da base

Diego Garcia funciona como uma instalação militar secreta desde o início dos anos 1970, após o deslocamento forçado da população nativa chagossiana pelo governo britânico. A base é extremamente remota e posicionada estrategicamente para projeção de poder aéreo e marítimo dos EUA e Reino Unido a partir do Oceano Índico.

A instalação hospeda unidades da Marinha, Força Aérea e Força Espacial dos EUA, além da Marinha Real britânica. Bombardeiros americanos B-1 Lancer, B-2 Spirit e B-52 Stratofortress já foram avistados na base, que também serve para operações de reabastecimento de aeronaves e embarcações militares.

Histórico operacional e acordo de transferência

De Diego Garcia, os EUA lançaram ataques ao Afeganistão após os atentados de 11 de setembro de 2001 e contra o Iraque durante a invasão de 2003. A base também foi central durante a primeira Guerra do Golfo em 1991.

Em 2019, a Corte Internacional de Justiça considerou ilegal a remoção dos chagossianos e determinou que o Reino Unido deveria ceder o controle das ilhas. Desde então, o governo britânico chegou a um acordo para transferir a soberania para as Maurício, mantendo Diego Garcia sob controle britânico por meio de um arrendamento de 99 anos, com opção de renovação.

O acordo, que deve custar ao Reino Unido cerca de US$ 136 milhões por ano, foi inicialmente elogiado pela administração Trump como uma "conquista monumental" que garantiria a "operação estável e eficaz de longo prazo da instalação militar conjunta EUA-Reino Unido em Diego Garcia".

Mudança de posição e reações

A posição de Trump parece ter mudado radicalmente. O presidente afirmou que "não há dúvida" de que Rússia e China "notaram este ato de total fraqueza". Ele também relacionou a decisão à sua defesa recente da aquisição da Groenlândia, argumentando que "é mais uma em uma longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia precisa ser adquirida".

Em resposta às críticas, o escritório do primeiro-ministro britânico disse à BBC que "o presidente explicitamente reconheceu sua força no ano passado", acrescentando que as agências de inteligência dos Cinco Olhos também aprovaram a transferência.

Mais tarde na terça-feira, na Casa Branca, Trump sugeriu que o acordo havia mudado de seu formato original. "Acho que eles deveriam mantê-lo", declarou o presidente americano sobre a base estratégica.

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