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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu publicamente que a Netflix demita a ex-assessora de segurança nacional Susan Rice de seu conselho de administração. A demanda foi feita através de uma publicação na rede social Truth Social nesta semana, amplificando uma mensagem da ativista de direita Laura Loomer.

O confronto ocorre em um momento sensível, enquanto a gigante do streaming negocia uma fusão de alto risco com a Warner Bros. Discovery. A operação, que criaria um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo, depende de aprovação antitruste do Departamento de Justiça dos EUA.

Contexto das críticas e posição de Rice

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Susan Rice, que ocupou cargos de alto escalão nos governos de Barack Obama e Joe Biden, integra o conselho da Netflix desde 2018. Recentemente, em participação no podcast "Stay Tuned with Preet Bharara", ela alertou empresas contra um alinhamento excessivo com Trump.

"Corporações que 'se ajoelham' perante o presidente e quebram a lei devem esperar consequências", afirmou Rice, prevendo uma "agenda de prestação de contas" caso os democratas retomem o poder. Essas declarações são apontadas como o estopim das críticas de Trump e seus apoiadores.

Fusão sob o olhar antitruste

A possível fusão entre Netflix e Warner Bros. Discovery já estava sob o radar de Trump. Em dezembro, ele comentou que a Netflix tem uma "participação de mercado muito grande", sugerindo que a aquisição "poderia ser um problema" do ponto de vista da concorrência.

No entanto, em fevereiro, o ex-presidente mudou o tom, afirmando que "não deveria estar envolvido" no processo e que deixaria a investigação a cargo de seu Departamento de Justiça, conforme reportado anteriormente pelo Business Insider.

Box explicativo: Uma fusão deste porte, envolvendo duas das maiores empresas de streaming do mundo, é tipicamente analisada pelo Departamento de Justiça para evitar a formação de monopólios ou a redução da concorrência, o que poderia levar a preços mais altos para os consumidores.

Negociações e o papel de Hollywood

Em entrevista ao podcast "The Town" da Puck nesta semana, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, abordou as conversas com Trump sobre o negócio. Segundo ele, o ex-presidente não pediu concessões políticas, mas focou em repatriar empregos para Hollywood após anos de produção reduzida no tradicional centro do cinema americano.

Representantes da Netflix e da própria Susan Rice não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da reportagem do Business Insider. A exigência de Trump surge em um momento de intensa polarização política nos EUA, onde figuras públicas e empresas frequentemente se tornam alvo de disputas partidárias.