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Um total de 67 jornalistas foram assassinados em todo o mundo no ano de 2025, segundo balanço divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O levantamento, que cobre o período de 1º de dezembro de 2024 a 1º de dezembro de 2025, revela que a maioria das mortes (79%) aconteceu em contextos de guerra ou de atuação do crime organizado.

Do total de profissionais mortos, 64 eram homens e três eram mulheres. A Faixa de Gaza foi o cenário de 43% desses assassinatos, cometidos por ações das forças armadas israelenses. A lista da RSF considera apenas casos em que a morte está diretamente ligada ao exercício da atividade jornalística.

Desaparecimentos e prisões também marcam o cenário

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Além dos assassinatos, o relatório destaca o alto número de jornalistas desaparecidos e presos. A Síria lidera a lista de desaparecimentos, com 37 casos, a maioria relacionados a prisões ou capturas durante o governo de Bashar al-Assad. O México aparece em segundo lugar, também com 37 jornalistas desaparecidos, seguido pelo Iraque, com 12.

Em relação às detenções, ao menos 503 jornalistas permanecem presos em todo o mundo até o momento. Desse total, 77 são mulheres e 422 são homens. As dez maiores prisões de profissionais da mídia estão localizadas na China, Rússia, Birmânia, Belarus, Vietnã, Azerbaijão, Irã, Egito, Israel e Arábia Saudita.

Reféns e zonas de alto risco

O levantamento aponta que aproximadamente 20 jornalistas são mantidos reféns. Os países considerados de alto risco para a categoria são o Iêmen, a Síria e o Mali. No Iêmen, os principais responsáveis apontados pelo estudo são os rebeldes hutis, organização criada em 1990.

A RSF reforça que sua metodologia exclui casos em que a ligação entre a morte, desaparecimento ou prisão e a profissão de jornalista não pôde ser confirmada, ou quando o motivo não estava relacionado ao trabalho jornalístico.