Um ataque a faca em uma feira de Natal em Sydney, na Austrália, resultou na morte de 15 pessoas no último domingo (15). Entre as vítimas fatais estão líderes religiosos, uma menina de 10 anos e um sobrevivente do Holocausto. O atentado, ocorrido na praia de Bondi Beach, chocou o país e levou a protestos contra a demora na resposta governamental.
O primeiro-ministro Anthony Albanese visitou o local do ataque apenas uma semana após o ocorrido, sendo recebido com vaias e gritos de "vergonha" por parte do público. A demora na reação e a postura do governo nos últimos dois anos, acusada de ser conivente com manifestações de ódio, foram amplamente criticadas.
Reação Tardia e Nova Legislação
Diante da pressão pública, Albanese anunciou a intenção de criar uma nova lei para coibir chamados violentos e racistas, como o slogan "Globalizem a Intifada". A promessa ocorreu após 15 mortes, em um ataque cujas vítimas estavam celebrando uma festa religiosa. "Foi tarde, mas que seja", comentou a colunista Miriam Sanger, que vive em Israel.
Há de se comemorar as muitas manifestações de repúdio de todos os australianos em relação à política cega adotada por seu governo nos últimos dois anos, nos quais o ódio aos judeus e a Israel foi manifestado sem freios", analisou Sanger em sua coluna.
Contexto Internacional de Ameaças
O ataque na Austrália ocorre em um contexto global de ameaças a celebrações natalinas. Polícias da Alemanha e da Polônia divulgaram nesta semana terem evitado ataques de islamistas planejados para o Natal. Nos últimos anos, feiras de Natal na Europa foram alvo de ataques terroristas, como em Berlim (2016, 13 mortos), Strasburg (2018, 5 mortos) e Magdeburg (2023, 6 mortos).
Em contraste, a colunista destacou a liberdade com que o Natal é celebrado em Jerusalém, cidade sob controle israelense. "Não deixa de ser irônico perceber o quanto o Natal pode ser celebrado em Israel com tamanha liberdade, bem ao contrário do que está acontecendo em muitas cidades cristãs europeias", escreveu Sanger.
Críticas à Postura Política
A postura do governo Albanese foi alvo de críticas por ter assistido calado, nos últimos dois anos, a demonstrações racistas, atentados e ameaças à comunidade judaica. O governo australiano também uniu-se aos países que declararam apoio à criação de um Estado para o povo palestino um ano após um dos "mais brutais atentados terroristas da história", conforme descrito na coluna.
Analistas esperam que o caso australiano sirva de exemplo para outros mandatários que, nas palavras da colunista, "fingem não entender a violência por trás desse tipo de clamor". O resultado da inação, argumenta-se, foi visto em Sydney com o "assassinato cruel e à luz do dia de pessoas cujo crime foi desejar iluminar suas vidas".