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Blake Lively processa Justin Baldoni por assédio sexual em gravações de "It Ends With Us"
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Blake Lively processa Justin Baldoni por assédio sexual em gravações de "It Ends With Us"

Ação judicial revela acusações de conduta inadequada no set e campanha de retaliação para manchar reputação da atriz.

Redação
Redação
21 de janeiro de 2026

A atriz Blake Lively entrou com uma ação judicial contra o ator e diretor Justin Baldoni, seu colega no filme "It Ends With Us", acusando-o de assédio sexual, retaliação e conspiração para danificar sua reputação pública. O processo, movido em dezembro de 2024, também cita a produtora de Baldoni, a Wayfarer Studios, e outros nove réus, incluindo o CEO da empresa, Jamey Heath.

As alegações, que se somam a uma série de ações judiciais mútuas entre as partes, detalham um suposto ambiente de trabalho hostil durante as filmagens do longa, que estreou em agosto de 2024 e arrecadou US$ 350 milhões mundialmente. A data para o julgamento do processo original de Lively está marcada para 18 de maio.

Acusações detalhadas no processo

Na queixa, Lively afirma que Baldoni exibiu para ela vídeos e imagens de nudez de outras mulheres, improvisou cenas de beijo e intimidade não previstas no roteiro e entrou em seu trailer enquanto ela estava nua. A atriz também descreve um incidente específico durante a gravação de uma cena de dança lenta, em que Baldoni, supostamente fora do personagem, arrastou os lábios do ouvido ao pescoço dela e disse: "está com um cheiro tão bom".

Segundo o documento, quando Lively se opôs ao comportamento, Baldoni respondeu: "Eu nem estou atraído por você". A queixa alega ainda que, após uma reunião geral em janeiro de 2023 para discutir a conduta de Baldoni e Heath, os executivos contrataram uma equipe de relações públicas para orquestrar um plano "multi-nível" para "destruir" a reputação pública de Lively e impedi-la de falar sobre os eventos no set.

Controvérsia na campanha de divulgação

O processo liga essa suposta campanha de retaliação à estranha dinâmica observada durante a turnê de promoção do filme no verão de 2024. Fãs notaram que Lively e a autora do livro que originou o filme, Colleen Hoover, não seguiam Baldoni no Instagram, e que a atriz evitou eventos de imprensa ao lado do diretor.

O texto judicial afirma que Baldoni quebrou deliberadamente o plano de marketing acordado com a distribuidora Sony Pictures, que previa evitar falar sobre os aspectos mais sombrios do filme (que aborda violência doméstica), para explicar publicamente por que membros do elenco e equipe teriam deixado de segui-lo nas redes sociais.

Reações e contra-ataques legais

Bryan Freedman, advogado de Baldoni e da Wayfarer Studios, negou veementemente as acusações em um comunicado, classificando-as como "falsas e categoricamente infundadas" e parte de uma tentativa desesperada de Lively de consertar sua própria reputação. Em resposta, Baldoni moveu uma ação de US$ 400 milhões contra Lively, seu marido Ryan Reynolds e sua publicista, alegando que eles orquestraram uma campanha de difamação para manchar seu nome e tomar o controle criativo do filme.

Em junho de 2025, o juiz federal Lewis Liman rejeitou a ação de US$ 400 milhões de Baldoni, decidindo que as alegações de assédio sexual feitas por Lively são protegidas legalmente. Em outubro, o juiz encerrou definitivamente o processo após o prazo para Baldoni apresentar uma queixa reformulada. A ação original de Lively, no entanto, segue em andamento.

Novas revelações em documentos sigilosos

Em janeiro de 2026, documentos judiciais tornados públicos revelaram mensagens de texto entre Blake Lively e a cantora Taylor Swift. Em uma delas, Swift se refere a Baldoni como um "idiota". Em outra, anterior, Lively o chama de "diretor pateta do meu filme".

Os documentos também incluíram o depoimento da colega de elenco Jenny Slate, que descreveu um comentário inapropriado feito por Baldoni no set. "Posso dizer isso porque minha esposa está aqui, mas você está sexy com o que está vestindo", teria dito o diretor, segundo Slate, que classificou a fala como "não apropriada" em qualquer ambiente de trabalho.

Contexto e próximos passos

O caso gerou ampla repercussão na indústria do entretenimento. A agência de talentos WME, que representava Baldoni, deixou de tê-lo como cliente em dezembro de 2024. A organização sem fins lucrativos Vital Voices, que havia concedido a Baldoni um prêmio por seu ativismo pelos direitos das mulheres, rescindiu a honraria após as alegações virem a público.

Enquanto o processo de Lively segue para julgamento em maio, ambas as partes continuam a trocar acusações públicas. O advogado de Baldoni mantém a confiança no processo legal para "limpar os nomes" de seus clientes, enquanto a equipe jurídica de Lively afirma que as ações de Baldoni são um "capítulo clássico do manual do abusador" para inverter os papéis de vítima e agressor.

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