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O Corpo de Bombeiros resgatou o corpo de uma idosa de 76 anos de um poço desativado com cerca de 30 metros de profundidade em uma propriedade rural de Bauru, no interior de São Paulo. Dagmar Grimm Streger estava desaparecida desde o dia 19 de dezembro de 2025. A operação, considerada uma das mais complexas pelo 12º Grupamento de Bombeiros, foi classificada como de alto risco.

As investigações da Polícia Civil apontam que a vítima foi alvo de latrocínio – roubo seguido de morte. Um casal de caseiros que trabalhava na propriedade foi preso temporariamente, suspeito de envolvimento no crime. O corpo foi encontrado oculto por grande volume de entulho dentro do poço.

Operação exigiu planejamento estratégico

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O resgate, que envolveu semanas de trabalho contínuo, exigiu planejamento estratégico e gerenciamento rigoroso de riscos, segundo nota do comando da operação. As equipes enfrentaram perigos como deslizamentos de terra, presença de gases tóxicos e a instabilidade do solo, agravada pela proximidade com as fundações da residência.

O corpo foi removido manualmente para preservar possíveis provas do crime. A missão teve como objetivos garantir a segurança dos profissionais e permitir que a família realizasse o sepultamento de forma digna.

Trabalho conjunto das forças de segurança

A operação foi um trabalho conjunto entre o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Técnico-Científica e a Secretaria de Obras da Prefeitura de Bauru. A colaboração entre os órgãos foi essencial para a execução da complexa missão de resgate em um ambiente de risco extremo.

O Corpo de Bombeiros destacou a resistência física e emocional exigida das equipes durante todo o processo, que culminou com a recuperação do corpo na última sexta-feira (7).

Próximos passos das investigações

Com o corpo recuperado, a Polícia Técnico-Científica deve realizar novos exames para complementar as investigações. A Polícia Civil segue com o inquérito para apurar as circunstâncias do latrocínio e o possível envolvimento dos caseiros presos.

O caso, que mobilizou diversas forças de segurança por semanas, agora segue na fase de apuração judicial, enquanto a família de Dagmar Grimm Streger pode, finalmente, realizar seus ritos fúnebres.