O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (22) a concessão de isenção de vistos de curta duração para cidadãos da China. A medida, que afeta viagens de negócios, turismo e intercâmbio institucional, foi comunicada após uma conversa telefônica de 45 minutos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo chinês, Xi Jinping.
A decisão funciona como uma contrapartida à política de dispensa de vistos já adotada pela China para brasileiros desde o ano de 2025. O gesto ocorre no contexto de um aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países.
Detalhes e Impacto da Medida
Segundo informações do Palácio do Planalto, a isenção abrangerá algumas modalidades de vistos de curta duração. Os critérios específicos e as categorias elegíveis, no entanto, ainda serão detalhados por meio de um ato administrativo, que também definirá o prazo de vigência da nova regra.
A expectativa do governo é que a medida reduza custos e tempo para viagens, fatores apontados por empresas com operações nos dois países como entraves recorrentes. O impacto direto deve ser sentido nos fluxos empresariais, na participação em eventos internacionais e na circulação acadêmica.
Contexto das Relações Bilaterais
A conversa entre os presidentes retomou compromissos firmados desde a visita de Xi Jinping ao Brasil, em novembro de 2024. Na ocasião, os países anunciaram a criação de uma "comunidade de futuro compartilhado".
Durante a ligação, Lula e Xi destacaram sinergias em áreas como infraestrutura, transição ecológica e tecnologia, além do interesse em ampliar a cooperação em campos de fronteira do conhecimento. Os líderes também reiteraram o papel de Brasil e China na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio.
Próximos Passos
A formalização da isenção de vistos ainda depende da publicação do ato administrativo, que está sob responsabilidade dos ministérios competentes. O governo avalia que a medida oferecerá maior previsibilidade regulatória em um momento de expansão da cooperação bilateral.
A dispensa segue o princípio de reciprocidade, após Pequim liberar a entrada de brasileiros para estadas curtas a partir deste ano, reduzindo exigências burocráticas para deslocamentos entre os dois mercados.