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O brasileiro Thiago Ohlson, de 35 anos, morreu em um acidente de parapente na tarde deste sábado (17) no Mirante da Praia Vermelha, em Penha, Santa Catarina. Recém-chegado da Guerra na Ucrânia, onde atuou como voluntário ao lado do exército ucraniano, Ohlson colidiu com uma árvore durante uma manobra de voo solo.

O Corpo de Bombeiros Militar foi o primeiro a chegar ao local e acionou o Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU) e um helicóptero da Polícia Militar. Ao verificar as condições de saúde, as equipes constataram que Thiago Ohlson já estava sem sinais vitais. A morte foi confirmada no local.

Detalhes do Acidente e Atendimento

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Testemunhas que observavam o voo foram até o local da queda, retiraram o homem da cadeira do parapente e o colocaram deitado. Segundo o Corpo de Bombeiros, Ohlson sofreu múltiplas fraturas nas pernas e no braço esquerdo, além de traumatismo craniano com fratura na cabeça.

Apesar do rápido acionamento do SAMU e do helicóptero da PM, não foi possível reanimar a vítima. O acidente ocorreu durante um voo solo, uma prática comum para o piloto experiente.

Trajetória e Volta da Guerra

Thiago Ohlson havia retornado ao Brasil há cerca de dois meses, após atuar como voluntário no conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele era piloto de parapente e fazia voos de instrução, sendo uma figura conhecida na região pela sua atuação na modalidade. Além disso, era surfista.

O voluntariado em conflitos internacionais é uma prática realizada por civis de diversos países, que se alistam para apoiar causas militares ou humanitárias. A Guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022, já mobilizou milhares de voluntários estrangeiros.

Próximos Passos e Investigação

O caso será investigado pelas autoridades competentes para apurar as causas exatas do acidente. Corpos de bombeiros e a polícia costumam analisar fatores como condições climáticas, equipamentos e manobras realizadas em acidentes aerodesportivos.

A família de Thiago Ohlson deve ser notificada oficialmente, e os procedimentos para liberação do corpo serão conduzidos pelo Instituto Médico Legal (IML) da região.