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Calmante mais vendido do Brasil pode causar dependência em idosos, alertam especialistas

Calmante mais vendido do Brasil pode causar dependência em idosos, alertam especialistas

Medicamento amplamente utilizado por pessoas acima de 60 anos exige cuidados devido ao risco de síndrome de abstinência e efeitos colaterais graves.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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O medicamento calmante mais vendido no Brasil, amplamente utilizado por idosos, pode levar à dependência química e a graves efeitos colaterais, segundo alerta de especialistas em saúde. A substância, que age no sistema nervoso central, é frequentemente prescrita para tratar ansiedade e distúrbios do sono, mas seu uso prolongado e sem acompanhamento médico adequado representa um risco significativo para a população acima de 60 anos.

O principal perigo está no desenvolvimento de tolerância, onde o paciente precisa de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, e na síndrome de abstinência, que pode ocorrer com a interrupção abrupta do tratamento. Sintomas como ansiedade intensa, insônia rebote, tremores e, em casos mais graves, convulsões, podem surgir.

Riscos específicos para a terceira idade

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Para os idosos, os riscos são amplificados devido às alterações fisiológicas próprias do envelhecimento. O metabolismo mais lento do fígado e dos rins faz com que o medicamento permaneça por mais tempo no organismo, aumentando a probabilidade de acúmulo, overdose acidental e efeitos adversos. Tonturas, sonolência excessiva, confusão mental e quedas são complicações frequentes, que podem levar a fraturas e hospitalizações.

"A automedicação e a continuidade do tratamento por anos, muitas vezes sem reavaliação médica, são os cenários mais preocupantes", explica um geriatra. "Muitos pacientes começam a usar o remédio em uma fase aguda de estresse ou luto e continuam tomando indefinidamente, sem perceber que se tornaram dependentes."

Alternativas e a importância do acompanhamento

Especialistas reforçam que o tratamento para ansiedade e insônia na terceira idade deve ser multimodal. Terapias não farmacológicas, como psicoterapia, prática de exercícios físicos adaptados e técnicas de relaxamento, são consideradas a primeira linha de intervenção e podem reduzir ou até eliminar a necessidade de medicamentos.

Quando o uso do calmante é realmente necessário, a recomendação é que a prescrição seja feita na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, com reavaliações periódicas. A descontinuação, quando indicada, deve ser sempre gradual e supervisionada por um médico, para minimizar os sintomas de abstinência.

As agências reguladoras de saúde já incluem advertências sobre o potencial de dependência nas bulas desses medicamentos. A orientação para profissionais e pacientes é clara: esses fármacos são ferramentas valiosas quando usadas com critério, mas seu uso requer vigilância constante, especialmente na população idosa, que é mais vulnerável aos seus efeitos.

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