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Uma canadense que passou anos morando em grandes metrópoles como Vancouver e Birmingham, no Reino Unido, encontrou uma qualidade de vida inesperada ao se mudar para a pequena cidade de Victoria, capital da província da Colúmbia Britânica, localizada na Ilha de Vancouver. Com menos de 100 mil habitantes, a cidade oferece tranquilidade, proximidade da natureza e infraestrutura compacta que conquistaram a residente, que agora completa dois anos na localidade.

A mudança ocorreu após um período de cinco anos em Birmingham, segunda maior cidade do Reino Unido, onde a canadense sentiu falta do oceano, das montanhas e do estilo de vida descontraído de sua província natal. A decisão de se estabelecer em Victoria foi facilitada pelo apoio familiar, já que seus parentes haviam se mudado para a ilha durante sua estadia no exterior.

Vantagens da vida compacta

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A principal vantagem encontrada em Victoria foi a facilidade de locomoção e acesso a serviços essenciais. Em seu bairro central e altamente caminhável, todos os serviços necessários estão a até 15 minutos a pé de seu apartamento, incluindo supermercados, um hospital, clínicas médicas, uma farmácia e os correios. Até mesmo seu salão de cabeleireiro fica a menos de 20 minutos de caminhada.

Além disso, praias, parques e a área central da cidade podem ser alcançados em até 30 minutos. Mesmo deslocamentos de carro pela cidade raramente ultrapassam uma hora, um contraste marcante com a experiência em grandes centros, onde o transporte público lotado e os longos deslocamentos eram parte da rotina. "Aqui, sinto que sempre tenho espaço para respirar", relata a residente.

Desafios da vida em uma cidade menor

Apesar das vantagens, a mudança para uma cidade menor trouxe desafios logísticos e culturais. O aeroporto local de Victoria tem oferta limitada de voos internacionais, geralmente restritos a algumas cidades dos Estados Unidos e a destinos turísticos no México. Para viagens à Europa ou Ásia, é necessário partir de Vancouver, o que pode adicionar várias horas ou até um dia extra ao tempo total de viagem.

No campo do entretenimento, a cidade menor é frequentemente ignorada pelas turnês dos grandes artistas internacionais. A residente e seu marido agora selecionam um ou dois shows por ano que realmente desejam ver e transformam a ida a Vancouver em uma viagem, arcando com custos adicionais de balsa e hospedagem.

Outro ponto sensível é a diversidade cultural, menos expressiva do que em grandes metrópoles. Como imigrante com origem étnica mista, a canadense sente falta das maiores comunidades culturais de Vancouver, onde era mais fácil conectar-se com pessoas de diversas origens semelhantes às suas.

Equilíbrio e perspectivas futuras

Os pontos negativos, no entanto, não superam as vantagens da vida em Victoria. A residente se surpreende com o quanto está gostando da vida em uma cidade pequena após anos sonhando com grandes centros urbanos. Ela descreve a sensação de viver "em um conto de fadas" ao caminhar entre cervos que circulam livremente e casas históricas coloridas.

O casal planeja permanecer na cidade por um longo período, aproveitando a caminhabilidade, a infraestrutura compacta, a ausência de multidões e o ar fresco do oceano. Quando a saudade da agitação das grandes cidades aparece, a solução é fazer a viagem até Vancouver – mesmo que isso tenha um impacto no orçamento.