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O estado de São Paulo registrou 42.526 casos de acidentes envolvendo escorpiões no ano passado, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O balanço inclui duas mortes confirmadas. O período de verão, com calor intenso e chuvas, aumenta a presença desses animais peçonhentos em áreas urbanas.

Diante do alto número de ocorrências, a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, reforça a importância da prevenção. "A prevenção começa dentro de casa e no entorno das residências", afirmou. Ela explica que a limpeza regular de quintais e a correta destinação do lixo reduzem os abrigos e a oferta de alimento para os escorpiões.

Sintomas e tratamento imediato são essenciais

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O sintoma mais comum após uma picada é a dor intensa no local. Em casos mais graves, podem ocorrer náuseas, suor excessivo, agitação e alterações cardíacas e respiratórias. A orientação é buscar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita.

O diagnóstico do envenenamento é clínico-epidemiológico, conforme o Ministério da Saúde, não sendo usados exames laboratoriais de rotina para confirmar o veneno. Exames como eletrocardiograma e radiografia de tórax podem auxiliar no acompanhamento.

Rede de atendimento e espécies de risco

O tratamento específico é feito com o Soro Antiescorpiônico ou, na sua falta, com o Soro Antiaracnídico, que deve ser administrado exclusivamente em ambiente hospitalar. O Governo do Estado mantém 233 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno para agilizar o atendimento.

No Brasil, os escorpiões de importância em saúde pública pertencem ao gênero *Tityus*. Para evitar a aproximação, a SES-SP recomenda vedar ralos, acondicionar o lixo em recipientes fechados, manter jardins limpos e evitar acúmulo de entulhos e folhas secas próximos às residências.