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O CEO do Medium, Tony Stubblebine, informou aos funcionários da empresa que eles estão livres para tirar a sexta-feira (30 de janeiro) de folga para participar de uma greve nacional contra a Imigração e Controle Alfandegário (ICE, na sigla em inglês). A greve, convocada por ativistas, sindicatos e algumas celebridades, pede um "dia de apagão" nos Estados Unidos, sem trabalho, escola ou compras, para protestar contra os tiroteios fatais de Renee Good e Alex Pretti em Minneapolis.

Stubblebine comunicou a decisão em uma série de mensagens no canal geral do Slack da companhia, que também foram republicadas por ele no Threads na quinta-feira. A Medium é uma empresa de publicação digital com sede em San Francisco.

Decisão visa apoiar engajamento da equipe

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Em suas mensagens, o executivo afirmou ter começado a semana "em minha própria cabeça e coração" com a situação em Minneapolis, mas que se sentiu esperançoso ao ver pessoas em todo o país se levantando. "Nosso negócio prospera quando o país prospera", escreveu Stubblebine, justificando a medida. Ele enfatizou que a participação não é obrigatória e que os funcionários podem tirar o tempo que desejarem durante a sexta-feira.

Além da liberação da equipe, a Medium vai publicar conteúdo relacionado à greve em sua newsletter na sexta-feira, incluindo itens como "Guia de Sobrevivência para Encontros Policiais Durante Protestos" na seção "Staff Picks".

Greve ganha apoio de celebridades e outros executivos

A convocação para a greve nacional de 30 de janeiro pede especificamente a remoção de agentes da ICE das cidades do país. Personalidades como os atores Pedro Pascal, Hannah Einbinder, Ariana Grande e Jamie Lee Curtis têm divulgado informações sobre o protesto em suas contas de mídia social.

O movimento também recebeu apoio de outros líderes empresariais. Um grupo de mais de 60 executivos de empresas com sede em Minnesota, incluindo Target, Cargill e General Mills, assinaram uma carta aberta no domingo pedindo paz e desescalada da violência.

A postura do Medium reflete um debate mais amplo no meio corporativo sobre o papel das empresas em questões sociais e políticas, especialmente em um contexto de crescente polarização nos Estados Unidos.