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A previsão do tempo se baseia em diferentes instrumentos e sistemas que ajudam os meteorologistas a medir e classificar fenômenos atmosféricos. Entre esses recursos, estão escalas que padronizam medições e fornecem informações claras sobre diversos aspectos do clima.

Algumas das escalas mais utilizadas incluem as de temperatura, vento e intensidade de fenômenos como tornados. Elas são fundamentais para a precisão das análises e dos alertas emitidos pelos órgãos competentes.

Escalas de temperatura: Celsius, Fahrenheit e Kelvin

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A temperatura é uma das variáveis mais importantes na previsão. As escalas mais conhecidas são a de Celsius, Fahrenheit e Kelvin, cada uma com aplicação específica.

Escala Celsius (°C): Desenvolvida por Anders Celsius em 1742, tem o ponto de congelamento da água no nível do mar a 0°C e o ponto de ebulição a 100°C. É muito utilizada em países que adotam o sistema métrico, como o Brasil. O termo "grau centígrado" foi substituído por "grau Celsius" em 1948.

Escala Fahrenheit (°F): Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit, físico alemão que também inventou o termômetro de mercúrio. Nela, a água tem ponto de congelamento a 32°F e ebulição a 212°F no nível do mar. É predominante em países que usam o sistema inglês de medidas.

Escala Kelvin (K): Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta, é usada para cálculos científicos. Foi desenvolvida por William T. Kelvin, Barão de Largs, em 1848. Seu ponto de congelamento da água é a 273 K e o de ebulição a 373 K.

Medindo a força do vento e a fúria dos tornados

A Escala de Beaufort é um sistema para medir e informar a velocidade do vento. Ela combina a velocidade, um termo descritivo e os efeitos visíveis sobre a terra ou o mar. A escala foi criada por Sir Francis Beaufort (1777-1857), hidrógrafo da Marinha Real Britânica.

A Escala Fujita (ou Escala EF) classifica a intensidade dos tornados com base na velocidade dos ventos e nos danos causados. Desenvolvida por Tetsuya Theodore "Ted" Fujita em 1971, a escala vai de F0 (danos leves) a F5 (danos catastróficos).

A escala dos sistemas atmosféricos

A Escala Sinóptica se refere ao tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na camada mais baixa da troposfera. Ela considera uma área horizontal que pode ser de centenas de quilômetros ou mais, contrastando com as escalas macro, meso e das tempestades.

O uso padronizado dessas ferramentas por meteorologistas em todo o mundo garante a uniformidade dos dados, essencial para previsões confiáveis, alertas de tempestades e estudos climáticos de longo prazo.