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CPMI do INSS convoca dono do Banco Master para depor em fevereiro
Política

CPMI do INSS convoca dono do Banco Master para depor em fevereiro

Comissão que investiga descontos indevidos em benefícios também ouvirá ex-presidente do BMG e busca prorrogação.

Redação
Redação
29 de janeiro de 2026

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para prestar depoimento no dia 5 de fevereiro, em Brasília. Na mesma data, a comissão também ouvirá Luiz Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG. Os depoimentos integram as investigações sobre descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

O anúncio foi feito pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em rede social. Ele afirmou que "a CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro". Vorcaro também é investigado pela Polícia Federal em inquérito sobre uma fraude financeira envolvendo o Banco Master.

Prorrogação das investigações

Carlos Viana anunciou ainda a coleta de assinaturas para prorrogar o funcionamento da CPMI, cujo encerramento está previsto para 28 de março. "Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas", declarou o senador. Em dezembro, ele já havia comunicado à comissão a intenção de solicitar uma prorrogação por mais 60 dias para ouvir todos os convocados.

Apenas em uma reunião no fim de novembro, a CPMI aprovou 300 requerimentos de convocação de autoridades e pedidos de informação. Instalada em 20 de agosto de 2025, a comissão realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro.

Foco em 2026 e descobertas anteriores

Em 2026, as atividades da comissão serão concentradas na análise de fraudes relacionadas a empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessões sem consentimento e renovações fraudulentas que resultaram em dívidas impagáveis.

Em 2025, a CPMI ouviu 26 testemunhas, entre elas Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS". O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), classificou Antunes como "autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil". Dados apurados indicam que ele teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses como operador do esquema.

Até janeiro de 2026, a CPMI analisou cerca de 4,8 mil documentos, aprovou 73 requerimentos de informação e 48 quebras de sigilo. A comissão também apontou 108 empresas suspeitas e mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras consideradas incompatíveis.

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