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Há 34 dias sem notícias da filha, Nilse Alves Pontes vive a angústia da espera por respostas sobre o paradeiro de Daiane Alves Souza, de 43 anos. A corretora de imóveis desapareceu no dia 17 de dezembro, em Caldas Novas (GO), após descer ao subsolo do prédio onde morava para religar a energia do apartamento.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava na cidade há cerca de dois anos com a família. A mãe registrou o boletim de ocorrência na Polícia Civil no dia 18 de dezembro, após chegar de viagem e não encontrar a filha. “Eu cheguei, não encontrei por ela. E eu já estava preocupada porque desde o dia anterior ela não me respondia”, relatou Nilse ao G1.

Conflitos no condomínio e investigações

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O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Caldas Novas. Segundo o registro policial, a vítima tinha um antigo atrito com o síndico do condomínio envolvendo locações e vendas de apartamentos, e outros boletins de ocorrência já haviam sido registrados devido a esses desentendimentos.

A Polícia Civil esteve no apartamento da corretora e recolheu um notebook e escovas de dente para coleta de material genético. As últimas imagens de Daiane foram registradas no elevador do prédio, quando ela seguia para o subsolo. “Uma pessoa não desaparece assim do nada, foi uma coisa muito bem preparada”, afirmou a mãe.

Histórico de disputa judicial

Conforme processo judicial ao qual o G1 teve acesso, Daiane entrou com uma ação no ano passado contra o condomínio após ter o fornecimento de energia interrompido em 4 de junho de 2023, mesmo sem débitos. Ela descobriu que a suspensão partiu da administração do condomínio, que alegou suposto descumprimento do regimento interno.

Em decisão liminar, o Judiciário determinou o restabelecimento da energia. No entanto, após uma audiência de conciliação sem acordo, o fornecimento foi cortado novamente. O juiz André Igo Mota de Carvalho, do 1º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas, determinou então uma vistoria no local.

Assembleia controversa e decisão judicial

No dia 16 de agosto de 2023, uma assembleia no condomínio, com a participação de 58 moradores, debateu a permanência de Daiane. De acordo com a ata, 52 pessoas votaram pela não permanência da moradora, que deveria se retirar em até 12 horas.

Após a assembleia, Daiane entrou com uma ação alegando irregularidades na convocação, como o não cumprimento do prazo mínimo de 15 dias. O juiz André Carvalho entendeu que havia indícios de irregularidade e determinou a suspensão dos efeitos da decisão da assembleia.

Família pede por informações

A mãe afirma que, apesar das investigações, a família segue sem respostas. “Eu não tenho nada até agora, nenhuma resposta. A gente fica revoltada com a situação que estamos vivendo”, desabafou Nilse. A família entrou em contato com amigos e na academia onde Daiane treinava Jiu-Jitsu, mas ninguém teve notícias.

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane Alves Souza deve entrar em contato com a Polícia Militar pelo 190, com a Polícia Civil pelo 197, ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.