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A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, é a estrela e produtora do documentário "Melania: Twenty Days to History", lançado nos cinemas nesta sexta-feira. O filme, que custou US$ 40 milhões à Amazon, oferece um olhar interno sobre os 20 dias que antecederam a posse do presidente Donald Trump para seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

Marc Beckman, assessor sênior de Melania Trump e produtor do filme, afirmou ao Business Insider que a produção foi a "oportunidade apropriada" para a primeira-dama, conhecida por sua reserva, compartilhar mais sobre sua vida familiar, carreira e filantropia. A Amazon também adquiriu os direitos para uma futura série documental, prevista para o verão.

Envolvimento total e críticas à abordagem

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Beckman detalhou que Melania Trump participou ativamente de todas as etapas da criação do documentário, desde a direção criativa até a pós-produção. "Ela estava na sala de edição. Estava ajudando na correção de cor. Esteve muito envolvida na seleção musical — cada música foi selecionada por ela", disse o assessor.

Apesar do acesso privilegiado, críticos avaliaram que o filme não traz grandes revelações e carece de rigor jornalístico devido ao controle exercido pela primeira-dama, focando em momentos superficiais de sua vida.

Detalhes pessoais e referências familiares

O documentário revela aspectos íntimos da vida de Melania Trump. A trilha sonora abre com "Billie Jean", de Michael Jackson, que ela cita como seu hit favorito do cantor e canta junto em uma cena dentro de um carro.

Mar-a-Lago, a propriedade na Flórida, é apresentada com significado especial, lembrada como o local onde seu filho, Barron, "teve suas aulas de natação com o avô, jogou golfe com o pai e teve sua primeira aula de tênis comigo". O luto também é tema: durante o funeral do ex-presidente Jimmy Carter, em 9 de janeiro de 2025, ela reflete sobre a morte de sua mãe, Amalija Knavs, ocorrida exatamente um ano antes.

Moda, diplomacia e um legado de paz

O estilista Pierre, criador do vestido de gala usado por Melania Trump no baile de posse, descreve o design como um "mistério", com costuras totalmente escondidas. Na frente diplomática, o filme mostra uma videoconferência com o presidente francês, Emmanuel Macron, e um encontro com a rainha Rania da Jordânia, ambos discutindo parcerias para suas iniciativas "Fostering the Future" e "Be Best".

Uma cena crucial mostra Donald Trump ensaiando seu discurso de posse. Quando ele diz "Meu legado mais orgulhoso será o de um pacificador", Melania Trump intervém: "E unificador". Sua sugestão foi incorporada ao discurso final.

Defesa de reféns e reflexão imigrante

O documentário registra um encontro emocionante com Aviva Siegel, ex-refém libertada do cativeiro em Gaza em 2023. Melania Trump a conforta e promete o apoio de seu marido para libertar os reféns restantes, incluindo o marido de Aviva, Keith Siegel. Um título no final do filme afirma que Melania Trump teve papel fundamental na libertação de Keith Siegel após 484 dias, apenas 12 dias após a posse.

Em uma reflexão sobre sua trajetória, a primeira-dama, primeira naturalizada cidadã americana a ocupar o cargo, fala no filme sobre o "peso da história" ao entrar no Capitólio, conectando-o à sua jornada como imigrante e ao respeito pelas instituições do país.

Segurança e a visão de uma fotógrafa íntima

O documentário também aborda a decisão de realizar a cerimônia de posse em local fechado. Apesar do frio intenso em Washington, Melania Trump justifica a escolha por questões de segurança, buscando "paz de espírito" após a tentativa de assassinato sofrida por seu marido em julho de 2024.

A fotógrafa Mahaux, que acompanha a família Trump há mais de 20 anos e fez o retrato oficial de Melania na Casa Branca em 2017, descreve a primeira-dama como "muito reservada, mas profundamente intencional". Para Mahaux, o novo retrato simboliza uma "afirmação" de alguém que agora "realmente sabia o que ela era" e estava "pronta para trabalhar".