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A Espanha recusou formalmente o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do "Conselho da Paz", uma nova iniciativa internacional lançada na última quinta-feira (22). O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, nesta sexta-feira (23), em Madri.

Segundo Sánchez, a decisão é "coerente com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU [Organização das Nações Unidas] e o multilateralismo". A China já havia recusado o convite anteriormente, enquanto Rússia e Brasil ainda não se posicionaram sobre a proposta norte-americana.

Países que aderiram à iniciativa

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Ao todo, cerca de 20 nações confirmaram participação no 'Conselho da Paz', de um total de 60 convidadas. A adesão envolve a assinatura de documentos conforme os procedimentos legais de cada país.

Os países que já confirmaram participação são:

Oriente Médio: Arábia Saudita, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Israel, Jordânia e Turquia.

Ásia: Azerbaijão, Cazaquistão, Indonésia, Mongólia, Paquistão, Uzbequistão e Vietnã.

Europa: Armênia, Belarus, Bulgária, Hungria e Kosovo.

África: Marrocos.

América do Sul: Argentina e Paraguai.

Objetivos e controvérsias do novo conselho

O 'Conselho da Paz' tem como foco inicial a reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza. De acordo com o governo norte-americano, o órgão foi criado para promover estabilidade, restaurar governança legítima e garantir paz em zonas de conflito.

No entanto, parte da comunidade internacional vê a criação do conselho como uma tentativa de substituir a ONU, com poderes amplos concentrados em Donald Trump e um desvio do mandato original centrado em Gaza.

A iniciativa ocorre em um contexto de críticas públicas de Trump à ONU durante o lançamento do próprio conselho. A recusa de potências como Espanha e China reflete um ceticismo significativo sobre o novo fórum e seu alinhamento com as estruturas diplomáticas multilaterais existentes.