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O jurista Elias Kesrouani, o advogado Sérgio Paulo Grotti e o empresário Fernando Vilela manifestaram estarrecimento com os bilhões de reais destinados ao fundo partidário para as eleições de 2026. Em conversas com o colunista João Carlos Silva, os três especialistas defenderam que esses recursos poderiam ser realocados para áreas como saúde, educação e segurança.

Os diálogos ocorreram em janeiro de 2026, com os profissionais analisando o momento político e econômico do Brasil e do mundo. Eles concluíram que, apesar das "querelas políticas" que atrapalham o desenvolvimento nacional, o empreendedorismo e o agronegócio seguem focados em seus objetivos.

Empreendedorismo e agronegócio na contramão da política

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Os três especialistas foram unânimes em afirmar que o empreendedorismo e o agronegócio "não têm seus olhos voltados para a distribuição do fundo partidário". Para eles, o empreendedorismo é visto como a principal alavanca para o crescimento do Brasil e para alavancar os interesses comerciais do país no exterior.

Fernando Vilela, empresário que acredita em "projetos de altíssima magnitude" para o Brasil, e Sérgio Paulo Grotti, interlocutor de frentes do agronegócio, destacaram o setor de alimentos. Eles projetam que a produção do agronegócio causará um "novo impacto na balança comercial — positivo e grandioso".

Inteligência Artificial: risco e oportunidade

O colunista João Carlos Silva, articulista e consultor com experiência em relações institucionais e governamentais, levantou a questão da inteligência artificial (IA). Ele alertou que a IA "poderá causar alguns estragos durante a campanha eleitoral deste ano, caso não seja devidamente regulada".

Por outro lado, Silva observou que o "empreendedor brasileiro está atento à IA para promover melhorias em seus negócios", uma intenção que ele considera especialmente visível no campo. A adaptação à nova tecnologia é vista como parte do esforço contínuo do setor, que também enfrenta desafios como as mudanças climáticas.

Contexto histórico e críticas ao sistema

João Carlos Silva fez um comparativo com o passado, lembrando que "em décadas passadas, não existia fundo partidário". Ele descreveu que a campanha eleitoral era uma "festa" com shows, churrasco, camisetas e bonés, que, em sua avaliação, "não causavam tanto rebuliço quanto nos tempos atuais".

Hoje, segundo sua análise, há casos de "candidato com 200 votos recebendo recursos muito além da sua capacidade nas urnas", o que gera complicações na prestação de contas. Para Silva, se os recursos "garimpados" em operações como as que envolvem o INSS e o Banco Master fossem investidos no empreendedorismo, seria um grande avanço.

Elias Kesrouani, descrito como um "jurista letrado, culto e com olhar atento para o Brasil", junto com Grotti e Vilela, reforçam a ideia de que o Direito assegura o bom caminhar, os investimentos são robustos e os resultados demonstram otimismo anualmente, "fruto dos esforços empregados, sem que o barulho político afete o cotidiano".

Conclusão e panorama futuro

A conclusão dos debates foi de que "o Brasil anda sozinho" diante dessas questões políticas. Enquanto as discussões sobre o fundo partidário e a regulação da IA nas eleições seguem, "o empreendedor segue focado na prancheta e o agronegócio, na colheita", mantendo a atividade econômica apartada do ruído político.