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Os Estados Unidos apreenderam, na madrugada desta quinta-feira (15), o petroleiro Veronica, a sexta embarcação ligada à Venezuela a ser capturada por forças norte-americanas. A operação ocorreu no Caribe, conforme confirmado pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, e acontece horas antes de uma reunião entre o presidente Donald Trump e a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado.

A apreensão faz parte da campanha de pressão internacional liderada por Washington para forçar a saída do presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder. Em 3 de janeiro, Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram capturados após uma invasão militar americana ao país.

Operação sem incidentes

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O Comando Sul informou que a apreensão do navio-tanque foi realizada "sem incidentes". Em comunicado, a organização militar afirmou que o Veronica estava "operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump para embarcações sancionadas no Caribe".

A quarentena é uma das medidas de sanções econômicas impostas pelo governo Trump contra o regime de Maduro, visando cortar o fluxo de recursos financeiros provenientes da exportação de petróleo.

Contexto de pressão máxima

As apreensões de navios petroleiros venezuelanos tornaram-se uma tática recorrente na estratégia americana. A ação desta quinta-feira intensifica a pressão no momento em que Trump se prepara para se encontrar com Maria Corina Machado, uma das principais vozes da oposição ao chavismo.

A captura de Maduro e Flores no início do mês já havia marcado uma escalada sem precedentes no conflito político-venezuelano, transformando a intervenção americana de uma campanha de sanções para uma operação militar direta.

Próximos passos e reações

Não há informações imediatas sobre o destino da carga do petroleiro Veronica ou sobre possíveis reações do governo interino venezuelano. Analistas aguardam os desdobramentos da reunião entre Trump e Machado para avaliar os próximos movimentos da política externa americana em relação à Venezuela.

A expectativa é que o tema das sanções e do bloqueio marítimo continue no centro das negociações, com o objetivo declarado de asfixiar economicamente o governo de Maduro e acelerar uma transição de poder.