O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira a reabertura do espaço aéreo comercial sobre a Venezuela, permitindo que companhias aéreas americanas retomem voos para o país após quase seis anos de suspensão. A medida foi comunicada pelo presidente Donald Trump e implementada pelo Departamento de Transportes, que revogou uma ordem de 2019 que proibia as operações.
O anúncio ocorre quase quatro semanas após os Estados Unidos realizarem ataques militares na Venezuela e capturarem o então presidente Nicolás Maduro. "Vamos reabrir todo o espaço aéreo comercial sobre a Venezuela", afirmou Trump. "Cidadãos americanos poderão em breve viajar para a Venezuela e estarão seguros lá."
American Airlines é a primeira a anunciar retorno
A American Airlines afirmou, também nesta quinta-feira, que tem "orgulho de ser a primeira companhia aérea a anunciar planos" de reiniciar os voos para a Venezuela. A empresa iniciou suas operações no país em 1987 e era a maior operadora antes da suspensão em 2019, ano em que a situação política venezuelana se deteriorou após a assembleia nacional declarar inválida a reeleição de Maduro.
"Temos uma história de mais de 30 anos conectando venezuelanos aos EUA, e estamos prontos para renovar esse relacionamento incrível", disse Nat Pieper, diretor comercial da American Airlines. "Ao reiniciar o serviço para a Venezuela, a American oferecerá aos clientes a oportunidade de se reunir com famílias e criar novos negócios e comércio com os Estados Unidos", completou.
Segurança aérea e próximos passos
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA informou que removeu quatro avisos para aviadores (NOTAMs) na região do Caribe, incluindo um relacionado à Venezuela. "Esses NOTAMs foram emitidos como medidas de precaução e não são mais necessários", declarou a agência. "A segurança continua sendo nossa principal prioridade, e esperamos facilitar o retorno das viagens regulares entre os EUA e a Venezuela."
Quase 1.000 voos de e para o Caribe foram cancelados quando o espaço aéreo da região foi fechado por 24 horas devido à atividade militar no início deste mês. Alguns viajantes gastaram milhares de dólares a mais ao ficarem uma semana extra longe de casa.
A American Airlines esclareceu que pode levar algum tempo até que as passagens estejam à venda. Em seu comunicado, a empresa disse que compartilhará detalhes adicionais "nos próximos meses" e que está trabalhando com autoridades federais "em todas as permissões e avaliações de segurança necessárias antes de retomar o serviço".