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EUA autorizam voos comerciais para Venezuela após seis anos de suspensão
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EUA autorizam voos comerciais para Venezuela após seis anos de suspensão

Decisão do governo Trump permite que companhias aéreas americanas retomem operações no país caribenho.

Redação
Redação
30 de janeiro de 2026

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira a reabertura do espaço aéreo comercial sobre a Venezuela, permitindo que companhias aéreas americanas retomem voos para o país após quase seis anos de suspensão. A medida foi comunicada pelo presidente Donald Trump e implementada pelo Departamento de Transportes, que revogou uma ordem de 2019 que proibia as operações.

O anúncio ocorre quase quatro semanas após os Estados Unidos realizarem ataques militares na Venezuela e capturarem o então presidente Nicolás Maduro. "Vamos reabrir todo o espaço aéreo comercial sobre a Venezuela", afirmou Trump. "Cidadãos americanos poderão em breve viajar para a Venezuela e estarão seguros lá."

American Airlines é a primeira a anunciar retorno

A American Airlines afirmou, também nesta quinta-feira, que tem "orgulho de ser a primeira companhia aérea a anunciar planos" de reiniciar os voos para a Venezuela. A empresa iniciou suas operações no país em 1987 e era a maior operadora antes da suspensão em 2019, ano em que a situação política venezuelana se deteriorou após a assembleia nacional declarar inválida a reeleição de Maduro.

"Temos uma história de mais de 30 anos conectando venezuelanos aos EUA, e estamos prontos para renovar esse relacionamento incrível", disse Nat Pieper, diretor comercial da American Airlines. "Ao reiniciar o serviço para a Venezuela, a American oferecerá aos clientes a oportunidade de se reunir com famílias e criar novos negócios e comércio com os Estados Unidos", completou.

Segurança aérea e próximos passos

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA informou que removeu quatro avisos para aviadores (NOTAMs) na região do Caribe, incluindo um relacionado à Venezuela. "Esses NOTAMs foram emitidos como medidas de precaução e não são mais necessários", declarou a agência. "A segurança continua sendo nossa principal prioridade, e esperamos facilitar o retorno das viagens regulares entre os EUA e a Venezuela."

Quase 1.000 voos de e para o Caribe foram cancelados quando o espaço aéreo da região foi fechado por 24 horas devido à atividade militar no início deste mês. Alguns viajantes gastaram milhares de dólares a mais ao ficarem uma semana extra longe de casa.

A American Airlines esclareceu que pode levar algum tempo até que as passagens estejam à venda. Em seu comunicado, a empresa disse que compartilhará detalhes adicionais "nos próximos meses" e que está trabalhando com autoridades federais "em todas as permissões e avaliações de segurança necessárias antes de retomar o serviço".

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