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O Departamento de Estado dos Estados Unidos mantém 21 países e regiões sob o nível máximo de alerta de viagem, classificado como "Não Viaje" (Nível 4). A lista, atualizada em janeiro de 2026, considera riscos extremos como terrorismo, sequestro, conflito armado e instabilidade política que impedem a prestação de assistência consular adequada.

Especialistas em turismo, como Alan Fyall, professor da Universidade da Flórida Central, explicam que os critérios para esses alertas variam entre países devido a laços históricos, culturais e de proximidade. A suspensão das operações de embaixadas em várias dessas nações é um fator crucial para o alto nível de alerta, pois limita drasticamente a capacidade de resgate e assistência a cidadãos americanos em perigo.

Critérios e recomendações para viajantes

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O alerta de nível quatro é emitido quando os riscos à vida e à segurança são considerados intoleravelmente altos. O Departamento de Estado frequentemente emite conselhos de rotina para quem insiste em viajar para essas áreas, que incluem: manter-se ciente do entorno, portar documentos de viagem, redigir um testamento antes da partida, criar um plano de evacuação independente do governo americano e monitorar notícias locais.

Edward Dramberger, professor de turismo da Universidade da Carolina do Sul, observa que "algumas pessoas acham que o risco percebido é exagerado", mas as viagens a esses destinos são frequentemente motivadas por negócios, reencontros familiares ou, para alguns, pela busca por adrenalina.

Países sob alerta máximo e principais riscos

A lista abrange nações em múltiplos continentes, com contextos de crise diversos:

Afeganistão: Riscos incluem crime, terrorismo, sequestro e detenção arbitrária. A Embaixada dos EUA em Cabul está fechada desde 2021. Cuidados médicos são escassos em áreas rurais.

Bielorrússia: Ameaça de agitação civil e estreitos laços com a Rússia. A embaixada americana suspendeu operações em 2022. Recomenda-se não acessar redes sociais e deixar dispositivos eletrônicos em casa.

Burkina Faso: Terrorismo e crime deslocaram mais de 2 milhões de pessoas. O governo declarou estado de emergência em várias regiões. Em janeiro de 2026, EUA e Burkina Faso suspenderam reciprocamente a emissão de vistos.

Haiti: Violência de gangues levou a um estado de emergência, toque de recolher e proibição de voos dos EUA para Porto Príncipe até março de 2026. Roubos armados, agressões sexuais e sequestros são comuns.

Irã: Protestos massivos em dezembro de 2025 resultaram em milhares de mortes e detenções, com repressão violenta e apagão da internet. O governo iraniano pode deter arbitrariamente cidadãos americanos. Não há embaixada dos EUA no país.

Coreia do Norte: Reaberta a turistas ocidentais em 2025, mas o risco de detenção arbitrária e prolongada é alto. Os EUA não mantêm relações diplomáticas com o país, impossibilitando serviços consulares de emergência.

Rússia: A invasão da Ucrânia levou a alertas de assédio, detenção e ataques com drones. O governo monitora comunicações eletrônicas de perto. Cidadãos com dupla nacionalidade enfrentam riscos adicionais.

Venezuela: Crise econômica e política, com detenção arbitrária e aplicação imprevisível da lei. A Embaixada dos EUA em Caracas está fechada desde 2019. Em janeiro de 2026, forças militares americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro.

Consequências e contexto futuro

Os níveis de alerta são dinâmicos e podem mudar conforme a evolução das circunstâncias em cada país. No entanto, para as 21 nações listadas, o conselho permanece inequívoco: evitar qualquer viagem não essencial. Para aqueles que, por motivos extremos, precisarem se deslocar, o Departamento de Estado enfatiza a necessidade de preparação meticulosa, incluindo protocolos de prova de vida com familiares em caso de sequestro e a contratação de serviços de segurança profissional.

A lista completa de países sob alerta "Não Viaje" também inclui: República Centro-Africana, Iraque, Líbano, Líbia, Mali, Mianmar, Níger, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Iêmen.