Os Estados Unidos estão realizando a maior concentração de forças militares no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. O objetivo declarado da administração Trump é pressionar o Irã a firmar um acordo que limite suas capacidades nucleares e militares.
Pelo menos uma dúzia de navios de guerra, avaliados coletivamente em cerca de US$ 50 bilhões, já foram deslocados para a região. Imagens de satélite confirmam a presença do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Mar da Arábia.
Segundo grupo de ataque a caminho
Um segundo grupo de ataque de porta-aviões, liderado pelo mais novo e avançado navio da frota, o USS Gerald R. Ford, também está a caminho da região. A mobilização inclui ainda uma variedade de aeronaves militares e sistemas de defesa antimÃsseis, ampliando significativamente o poder de fogo norte-americano no golfo Pérsico e áreas adjacentes.
Contexto histórico da tensão
A escalada militar ocorre em um momento de tensões renovadas entre Washington e Teerã, após a saÃda dos EUA do acordo nuclear de 2015 (Plano de Ação Conjunto Global - JCPOA). A estratégia da "pressão máxima" do governo Trump busca forçar o Irã a negociar um novo pacto com restrições mais amplas, incluindo seu programa de mÃsseis balÃsticos e influência regional.
Especialistas em segurança alertam que a presença massiva de tropas e equipamentos de alto valor aumenta o risco de confrontos acidentais ou calculados, que poderiam levar a um conflito aberto.
Próximos passos e monitoramento
Autoridades do Pentágono afirmam que os movimentos são "defensivos e de dissuasão", destinados a proteger os interesses dos EUA e de seus aliados na região. A comunidade internacional, incluindo potências europeias signatárias do antigo acordo nuclear, monitora a situação com preocupação, temendo uma nova guerra no já instável Oriente Médio.
O sucesso da estratégia de pressão militar para levar o Irã de volta à mesa de negociações ainda é uma incógnita, com analistas divididos sobre a eficácia da tática.