Jolene Parish deixou a startup de inteligência artificial Thinking Machines Lab para retornar à OpenAI, empresa da qual já havia feito parte por três anos. A informação foi confirmada pelo perfil da profissional no LinkedIn. A saída ocorre em meio a uma série de partidas de alto nível da startup avaliada em US$ 12 bilhões.
Parish integrava a equipe da Thinking Machines Lab desde abril de 2023. Antes de sua primeira passagem pela OpenAI, ela acumulou uma década de experiência trabalhando com segurança na gigante da tecnologia Apple.
Êxodo de talentos preocupa startup rival
A partida de Jolene Parish é a mais recente de uma sequência de retornos de funcionários à OpenAI. No mês passado, a empresa de Sam Altman recontratou dois de seus cofundadores, o ex-CTO Barret Zoph e Luke Metz, além do pesquisador Sam Schoenholz.
Outra pesquisadora, Lia Guy, também retornou à OpenAI, conforme reportado anteriormente pelo veículo The Information. A fuga de talentos inclui ainda o cofundador Andrew Tulloch, que deixou a Thinking Machines Lab no final do ano passado para se juntar à Meta, segundo informações do The Wall Street Journal.
Ambas as empresas, OpenAI e Thinking Machines Lab, se recusaram a comentar os movimentos recentes de funcionários.
Startup mantém atração por nomes de peso
Apesar das recentes saídas, a Thinking Machines Lab, sediada em São Francisco, construiu sua reputação na atração de talentos renomados. A empresa contratou discretamente Neal Wu, programador lendário e tricampeão de ouro em Olimpíadas de programação.
O cargo de diretor de tecnologia (CTO) é ocupado por Soumith Chintala, criador do projeto de IA de código aberto PyTorch durante seu tempo na Meta. A startup, liderada pela ex-CTO da OpenAI Mira Murati, arrecadou uma rodada de financiamento de US$ 2 bilhões no ano passado, que a valorizou em US$ 12 bilhões.
Seu primeiro produto, chamado Tinker, foi lançado em outubro de 2023. A empresa tem sido alvo de campanhas de contratação agressivas por parte de grandes empresas de tecnologia.