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Ex-colega de trabalho esfaqueia funcionária após críticas em supermercado de Goiás
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Ex-colega de trabalho esfaqueia funcionária após críticas em supermercado de Goiás

Mulher foi atingida por nove facadas e segue internada em estado gravíssimo; agressor foi preso em flagrante.

Redação
Redação
21 de janeiro de 2026

Uma funcionária de um supermercado em Iporá, interior de Goiás, foi vítima de uma tentativa de homicídio na tarde de terça-feira (20). O agressor, um ex-colega de trabalho, foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Goiás pouco depois do ataque.

A vítima, que não teve o nome divulgado, foi atingida por nove facadas e permanece internada em estado gravíssimo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Não há previsão de melhora em seu quadro clínico.

Motivação por vingança

Segundo a investigação, o crime foi motivado por vingança. O suspeito, identificado como Pedro Emerenciano, alegou em depoimento que era alvo de críticas da funcionária durante o período em que ambos trabalhavam juntos no mesmo estabelecimento.

A Polícia Civil descartou qualquer relação afetiva ou amorosa entre agressor e vítima. "Não houve, em nenhum momento, relacionamento que justificasse a aplicação da Lei Maria da Penha", informou a corporação. A linha de investigação trata o caso como um conflito restrito ao ambiente profissional com escalada extrema de violência.

Ataque ocorreu de surpresa

De acordo com as primeiras informações, o ex-funcionário convidou a vítima para conversar dentro do supermercado e, em seguida, golpeou-a de forma repentina, sem chance de reação. O ataque ocorreu dentro do próprio local de trabalho da mulher.

O homem será indiciado por tentativa de homicídio qualificado. Ao menos duas qualificadoras devem constar no inquérito: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o ataque foi realizado de surpresa.

Investigação em andamento

A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando imagens de segurança do estabelecimento. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e, posteriormente, encaminhado ao Ministério Público de Goiás.

Até a última atualização, a vítima seguia internada sob cuidados intensivos, sem previsão de transferência para outro hospital.

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