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Nove mulheres que passaram pelo sistema prisional encontraram na música uma ferramenta poderosa para reconstruir suas vidas. Elas participam de um coral na Universidade de São Paulo (USP), onde descobriram talentos e construíram novos sonhos longe do cárcere.

A trajetória do grupo começou dentro da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, onde o coral foi formado como uma atividade de ressocialização. A música tornou-se um símbolo de esperança e liberdade para as participantes.

Música como grito de liberdade

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“Essa música que vamos fazer agora a gente cantava sempre que alguém ganhava liberdade, é o nosso grito de liberdade”, explicou uma das participantes, que não teve o nome divulgado. A frase resume o poder transformador da arte na vida dessas mulheres, que encontraram uma nova identidade fora dos muros da prisão.

Fora da prisão, as ex-detentas enfrentam os desafios do preconceito e da dificuldade de reinserção social. No entanto, o coral se tornou uma ferramenta fundamental para quebrar barreiras e criar pontes com a sociedade.

Projeto desconstroi estereótipos

A participação no coral da USP representa mais do que uma atividade artística. É uma oportunidade de mostrar que a transformação é possível e que toda pessoa merece uma segunda chance. As apresentações públicas ajudam a desconstruir estereótipos e humanizar histórias frequentemente invisibilizadas.

O projeto demonstra como as artes podem ser aliadas fundamentais na ressocialização. A disciplina musical, o trabalho em equipe e a autoestima desenvolvida através das apresentações contribuem significativamente para a reconstrução da vida dessas mulheres.

Rede de apoio e inspiração para o sistema

Além dos benefícios individuais, o coral cria uma rede de apoio entre as nove participantes, fortalecendo laços de solidariedade e companheirismo. Juntas, elas enfrentam os desafios da reinserção social com mais força e confiança.

A experiência bem-sucedida deste coral inspira a criação de mais projetos similares no sistema prisional. A música prova ser uma ferramenta eficaz para a humanização do cárcere e a preparação para a vida em liberdade, mostrando caminhos alternativos para a ressocialização.