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Joanelle Cobos, de 38 anos, foi demitida da Amazon em outubro de 2023, após quase quatro anos como gerente de design. Foi a terceira demissão em sua carreira desde 2019. A profissional, que mora em Las Vegas, nos Estados Unidos, afirma que a experiência prévia com cortes de pessoal amenizou o impacto emocional, mas sua busca por um novo emprego agora "parece uma bomba-relógio".

Apesar da pressão, Cobos não está com pressa de retornar a uma grande corporação. Ela construiu um fundo de emergência de aproximadamente US$ 25 mil, o que, somado ao período de continuidade salarial e à indenização (severance) recebida, lhe dá uma margem de segurança financeira estimada entre 10 e 12 meses. Durante os últimos meses de 2023, ela optou por uma pausa na busca por vagas, período que descreveu como uma "licença remunerada".

Mudança de estratégia na carreira

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A experiência repetida com demissões em grandes empresas fez com que Cobos reavaliasse seus objetivos profissionais. "Tive dificuldade em me manter empregada em grandes corporações por qualquer período prolongado", relatou em entrevista ao Business Insider. Sua nova estratégia é focar em empresas menores, que possam oferecer maior segurança no emprego e um ambiente onde ela não se sinta apenas um "número".

Ela também busca mais flexibilidade para trabalhar de casa. Na Amazon, era obrigada a trabalhar presencialmente cinco dias por semana, com um deslocamento de 45 a 50 minutos em cada trajeto, mesmo sendo a única integrante de sua equipe no escritório local, o que eliminava benefícios de colaboração presencial.

Ferramentas e conselhos para quem está na busca

Para otimizar sua busca atual, Cobos tem utilizado ferramentas de inteligência artificial generativa para auxiliar na elaboração de currículos, cartas de apresentação e na identificação de vagas para as quais possa se qualificar. "O que costumava levar um dia inteiro agora leva apenas algumas horas", afirmou, destacando que a tecnologia reduziu significativamente o estresse do processo.

Com base em sua experiência, ela oferece dois conselhos principais para outros profissionais demitidos: primeiro, permitir-se ficar chateado, mas não permanecer nesse estado por muito tempo, pois demissões são decisões de negócio, não pessoais. Segundo, considerar se retornar a uma função muito similar à anterior é a melhor opção. "Se você puder financeiramente, reserve um tempo para pensar para onde quer ir e o que quer fazer", recomendou.

Reflexão forçada e planos futuros

A demissão forçou Cobos a reexaminar sua trajetória. Seu plano atual é buscar um cargo com menos estresse e salário menor, mas com bons benefícios de saúde, e complementar a renda com um negócio próprio – ideia que ainda está em definição. Se a busca por um emprego fixo se prolongar, ela está aberta a explorar mais oportunidades de freelance e contratos temporários.

Ela reconhece que seu emprego anterior na Amazon foi conquistado em parte graças a um indicado interno, um "empurrão" que não tem atualmente. Enquanto isso, a busca continua, marcada por uma frustração que se mistura à oportunidade de redefinir seus caminhos profissionais.