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Um motoboy de 22 anos foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira (22) após uma discussão no trânsito com um ex-policial penal na Zona Norte de São Paulo. O crime, registrado por câmeras de segurança, levou familiares e amigos da vítima a fecharem uma via importante da região em protesto, resultando em confronto com a Polícia Militar.

A vítima foi identificada como Bryan de Brito. O suspeito do homicídio é Edmar Batista De Oliveira, de 58 anos, que fugiu do local após o disparo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que solicitou a prisão preventiva do acusado e aguarda decisão judicial.

Protesto reúne familiares e fecha via

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Na noite desta segunda-feira, manifestantes fecharam a Rua Conselheiro Moreira de Barros, na esquina da Avenida Parada Pinto, no bairro Vila Nova Cachoeirinha. Eles atearam fogo em barricadas, interrompendo totalmente o tráfego na área.

Para conter o ato, policiais militares dispararam tiros de balas de borracha e utilizaram bombas de efeito moral. Após a chegada de reforços, parte dos manifestantes se abrigou dentro de um supermercado local, enquanto as equipes da PM cercaram as ruas do entorno.

Imagens mostram momento do crime

As câmeras de segurança capturaram a sequência do crime. Nas imagens, o motoboy e o ex-policial, que dirigia uma SUV, transitam muito próximos na mesma via. A discussão escalou até o ponto em que Bryan de Brito chutou uma das portas do carro do suspeito.

Em resposta, Edmar Batista De Oliveira sacou uma arma e efetuou pelo menos um disparo contra o motociclista, atingindo-o. Em seguida, o suspeito fugiu do local. Até o momento, a motivação específica da briga não foi divulgada pelas autoridades.

Investigações em andamento

Em nota, a SSP afirmou que "diligências estão em andamento visando o esclarecimento dos fatos". A corporação não detalhou se o suspeito já foi localizado ou se a arma do crime foi apreendida.

Protestos motivados por violência e mortes violentas são recorrentes em bairros da periferia de São Paulo, frequentemente como forma de pressionar por respostas mais ágeis da Justiça e das forças de segurança.