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Excesso de proteína pode prejudicar dieta, alerta médica especializada em perda de peso

Excesso de proteína pode prejudicar dieta, alerta médica especializada em perda de peso

Médica afirma que moda de consumir grandes quantidades do nutriente pode dificultar o emagrecimento e desviar foco de alimentos integrais.

Redação
Redação
29 de janeiro de 2026

A tendência de consumir quantidades elevadas de proteína, conhecida como "proteinmaxxing", pode estar atrapalhando a perda de peso, segundo a médica Dra. Meghan Garcia-Webb, especialista em medicina concierge voltada para o controle de peso de executivos. A profissional alerta que o foco excessivo no nutriente, muitas vezes proveniente de alimentos ultraprocessados, desvia a atenção de uma alimentação balanceada e rica em nutrientes.

Garcia-Webb critica a indústria de alimentos por adicionar proteína a produtos como chips, bolos e barras, oferecendo pouco valor nutricional real. Ela aponta um erro comum no cálculo da necessidade diária, que leva as pessoas a consumirem mais proteína do que necessitam, resultando em calorias extras que dificultam o emagrecimento a longo prazo.

Como calcular a necessidade real de proteína

Para a perda de peso, a médica recomenda uma ingestão diária entre 1 e 1,5 gramas de proteína por quilograma de peso corporal magro, o que equivale a aproximadamente 0,5 a 0,7 gramas por libra. O cálculo deve ser feito com base no peso meta, e não no peso atual, para evitar superestimativa.

Como exemplo, uma pessoa de 200 libras (cerca de 90 kg) com objetivo de chegar a 150 libras (cerca de 68 kg) teria uma meta de 90 gramas de proteína por dia. Se usar o peso atual no cálculo, a meta saltaria para 120 gramas, resultando em mais de 100 calorias extras diárias.

O risco de ignorar os sinais do corpo

"As pessoas sentem que precisam ingerir toda aquela proteína ou algo terrível vai acontecer", disse Garcia-Webb ao Business Insider. "Elas estão focando nesse único ingrediente 'mágico'. Cadê os vegetais?".

A médica defende que, em vez de se prender a números rígidos, as pessoas deveriam aprender a ouvir os sinais de saciedade do próprio corpo. Ela argumenta que a dependência de métricas externas substitui a percepção interna de fome e satisfação.

A importância do contexto e dos hábitos consistentes

Embora a proteína ajude no controle do apetite, o contexto é crucial. Uma barra de proteína processada com sabor de sobremesa pode não saciar tanto quanto uma refeição caseira. Garcia-Webb recomenda priorizar alimentos ricos em fibras, como feijões, grãos integrais e vegetais, que promovem saciedade com menos calorias.

Outros hábitos fundamentais para o controle do peso incluem o gerenciamento do estresse, que pode desencadear desejos por comida, e a garantia de uma boa noite de sono. Pesquisas indicam que dormir bem ajuda a reduzir a ingestão calórica.

Para a médica, a chave para a perda e manutenção do peso está na consistência de hábitos saudáveis, e não em soluções rápidas. "Tudo o que fazemos para melhorar nossa saúde, sejam mudanças no estilo de vida ou medicação, deve ser feito com a perspectiva de que você fará isso para sempre", afirmou. "A única pílula mágica real é a consistência".

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