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Excesso de viagens internacionais prejudica saúde de jornalista de turismo

Excesso de viagens internacionais prejudica saúde de jornalista de turismo

Após quase uma década vivendo em aeroportos, escritora perde 50 quilos ao priorizar rotina saudável perto de casa.

Redação
Redação
22 de janeiro de 2026

A jornalista de turismo Meredith, que preferiu não divulgar seu sobrenome completo, passou quase dez anos viajando internacionalmente quase uma vez por mês para seu trabalho. A rotina de voos de longa distância, refeições indulgentes, itinerários apertados e horários de sono irregulares cobraram um preço alto de sua saúde, resultando em ganho de peso substancial e exaustão frequente.

Ela descreveu a si mesma que a saúde "abaixo do ideal" era o preço a pagar por uma carreira repleta de experiências únicas, como fazer trilhas no Peru e safáris no Quênia. No entanto, por volta de 2019, preocupações com a saúde de sua mãe, que posteriormente foi diagnosticada com Alzheimer, a fizeram reavaliar seus hábitos.

O custo físico do "sonho"

Na prática, o trabalho dos sonhos significava voos noturnos com pouco ou nenhum descanso, seguidos por agendas intensas logo após o desembarque. O jet lag chegava a levar uma semana para passar após algumas viagens. "Meus níveis de estresse estavam frequentemente nas alturas, lidando com atrasos de voo, prazos e navegação por diferentes estados e países", relatou.

A exposição regular ao ar seco dos aviões e o estresse constante prejudicavam seu sistema imunológico, deixando-a vulnerável a resfriados e gripes. Sua dieta, composta majoritariamente por refeições indulgentes durante as viagens de imprensa, era desequilibrada.

Mudança de vida após alerta familiar

Preocupações com a saúde de sua mãe e pesquisas sobre Alzheimer, doença que afeta milhões de pessoas, foram o gatilho para a mudança. Embora a condição não seja totalmente evitável, estudos sugerem que mudanças no estilo de vida, como atividade física e controle da pressão arterial, podem reduzir o risco ou retardar os sintomas.

Decidida a cuidar do próprio corpo e mente, Meredith reduziu drasticamente as viagens há mais de cinco anos. Agora, exercita-se quase todos os dias e segue uma dieta mais balanceada, o que resultou na perda de mais de 50 quilos (cerca de 23 kg) e em uma melhora significativa na qualidade do sono.

Novo ritmo com mais qualidade

Atualmente, suas viagens são mais intencionais e focadas na região Nordeste dos EUA, perto de sua casa. Ela faz viagens de carro de final de semana a cada seis semanas e voa para trabalho apenas uma ou duas vezes por ano. "Meu corpo sente a diferença", afirmou.

A nova estabilidade permitiu até mesmo conquistas físicas antes impensáveis, como caminhar de uma extremidade à outra do Grand Canyon. "Desistir do meu trabalho dos sonhos não foi fácil, mas quero me sentir bem e manter uma ótima forma pelo maior tempo possível — mesmo que isso signifique encontrar paz em casa, em vez de no exterior", concluiu a jornalista.

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