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A jornalista de turismo Meredith, que preferiu não divulgar seu sobrenome completo, passou quase dez anos viajando internacionalmente quase uma vez por mês para seu trabalho. A rotina de voos de longa distância, refeições indulgentes, itinerários apertados e horários de sono irregulares cobraram um preço alto de sua saúde, resultando em ganho de peso substancial e exaustão frequente.

Ela descreveu a si mesma que a saúde "abaixo do ideal" era o preço a pagar por uma carreira repleta de experiências únicas, como fazer trilhas no Peru e safáris no Quênia. No entanto, por volta de 2019, preocupações com a saúde de sua mãe, que posteriormente foi diagnosticada com Alzheimer, a fizeram reavaliar seus hábitos.

O custo físico do "sonho"

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Na prática, o trabalho dos sonhos significava voos noturnos com pouco ou nenhum descanso, seguidos por agendas intensas logo após o desembarque. O jet lag chegava a levar uma semana para passar após algumas viagens. "Meus níveis de estresse estavam frequentemente nas alturas, lidando com atrasos de voo, prazos e navegação por diferentes estados e países", relatou.

A exposição regular ao ar seco dos aviões e o estresse constante prejudicavam seu sistema imunológico, deixando-a vulnerável a resfriados e gripes. Sua dieta, composta majoritariamente por refeições indulgentes durante as viagens de imprensa, era desequilibrada.

Mudança de vida após alerta familiar

Preocupações com a saúde de sua mãe e pesquisas sobre Alzheimer, doença que afeta milhões de pessoas, foram o gatilho para a mudança. Embora a condição não seja totalmente evitável, estudos sugerem que mudanças no estilo de vida, como atividade física e controle da pressão arterial, podem reduzir o risco ou retardar os sintomas.

Decidida a cuidar do próprio corpo e mente, Meredith reduziu drasticamente as viagens há mais de cinco anos. Agora, exercita-se quase todos os dias e segue uma dieta mais balanceada, o que resultou na perda de mais de 50 quilos (cerca de 23 kg) e em uma melhora significativa na qualidade do sono.

Novo ritmo com mais qualidade

Atualmente, suas viagens são mais intencionais e focadas na região Nordeste dos EUA, perto de sua casa. Ela faz viagens de carro de final de semana a cada seis semanas e voa para trabalho apenas uma ou duas vezes por ano. "Meu corpo sente a diferença", afirmou.

A nova estabilidade permitiu até mesmo conquistas físicas antes impensáveis, como caminhar de uma extremidade à outra do Grand Canyon. "Desistir do meu trabalho dos sonhos não foi fácil, mas quero me sentir bem e manter uma ótima forma pelo maior tempo possível — mesmo que isso signifique encontrar paz em casa, em vez de no exterior", concluiu a jornalista.