Moradores de Curitiba e da Região Metropolitana enfrentam falta de água desde segunda-feira, 22 de janeiro. O problema, segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), é causado pelo aumento do consumo e pela baixa vazão do Rio Miringuava, um dos principais mananciais da região.
Pelo menos 12 bairros da capital e cinco cidades da região metropolitana têm o abastecimento comprometido. Em alguns locais, a interrupção ultrapassa 24 horas, com quedas frequentes na pressão da rede. Em bairros como o Cajuru, moradores relatam falta de água desde o período do Natal.
Demanda alta e obra atrasada
O consumo de água aumentou cerca de 20% nos últimos dias, impulsionado pelas altas temperaturas registradas na região. Paralelamente, a Sanepar enfrenta problemas com a ampliação do sistema do Miringuava.
O gerente-geral da Sanepar em Curitiba e Região Metropolitana, Fábio Basso, afirmou que as obras deveriam estar concluídas, mas sofreram atrasos por questões ambientais. “Esse atraso por parte do Ibama prejudicou o enchimento do reservatório e contribui diretamente para a dificuldade no abastecimento”, disse Basso.
Ibama rebate responsabilidade
Em nota, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) rebateu a declaração. O órgão informou que a licença ambiental foi emitida ainda em 2024 e que os atrasos ocorreram porque a Sanepar apresentou estudos incompletos. A autorização só foi concedida após a correção das pendências.
Manobras e previsão
A Sanepar realiza manobras operacionais desde segunda-feira para tentar equilibrar o sistema. A empresa afirma que a previsão de chuva para os próximos dias pode ajudar no início do enchimento da barragem do Miringuava.
Mesmo antes da conclusão total da obra, os primeiros volumes armazenados já podem ajudar a regularizar o fornecimento. Enquanto isso, a companhia pede que a população economize água e evite desperdícios.