Uma família norte-americana enfrentou uma surpresa desagradável ao embarcar em um cruzeiro de sete noites pelo Caribe Ocidental a bordo do navio Regal Princess, da companhia Princess Cruises. A planejadora de férias da família, Jill, havia reservado uma cabine classificada como "que acomoda quatro pessoas", mas ao chegar ao quarto, só avistou duas camas de solteiro. O problema foi resolvido com a instalação de dois beliches retráteis no teto, que eram baixos o suficiente para impedir que alguém sentasse na cama.
O incidente ocorreu porque Jill fez a reserva durante uma viagem anterior com o marido, atraída por uma boa tarifa, mas não questionou detalhes sobre o arranjo dos leitos. Em cruzeiros anteriores com outras companhias, como Disney e Carnival, os quartos para quatro pessoas tinham configurações diferentes, geralmente com uma cama de casal e um sofá-cama. A cabine de 222 pés quadrados (aproximadamente 20,6 metros quadrados) acabou abrigando o casal nas camas de solteiro no chão e os dois filhos adolescentes, estudantes do ensino médio, nos beliches superiores.
Logística complicada e desconforto noturno
O comissário de bordo era responsável por baixar os beliches todas as noites durante o jantar e recolhê-los após o café da manhã. Apesar de confortáveis, as camas superiores ficavam tão próximas do teto que era impossível sentar para ler ou assistir TV. As escadas para acessá-las tornavam a circulação no quarto difícil, especialmente à noite, resultando em um golpe na cabeça de Jill e em um dos adolescentes pisando nas pernas da mãe ao descer sem usar a escada.
A cabine tinha uma pequena varanda com vista parcialmente obstruída para o mar, o que proporcionou luz natural e ar fresco, amenizando um pouco o espaço reduzido. A família, que viaja em cruzeiros desde que as crianças estavam na primeira série, decidiu não converter as camas de solteiro em uma cama de casal porque não haveria onde apoiar a escada dos beliches superiores.
Erro na reserva e lições para o futuro
Jill atribuiu o equívoco ao entusiasmo do momento da compra e à falta de perguntas específicas. Ela reconhece que deveria ter assistido a vídeos de avaliação de cabines feitos por outros passageiros online antes de confirmar a reserva. Na ocasião, o navio estava com lotação completa, impossibilitando uma troca de cabine sem custo adicional significativo.
Para viagens futuras, a planejadora afirma que estará mais preparada, reservando de casa para revisar os detalhes com calma ou consultando um agente de viagens especializado em cruzeiros. Apesar do contratempo, a família avaliou a experiência de forma positiva, pois passava a maior parte do tempo fora do quarto, e os adolescentes gostaram da primeira viagem com a Princess. Eles afirmam que repetiriam o cruzeiro, mas não na mesma cabine.