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Uma família realizou uma viagem de sete semanas pela Europa com sua filha de 8 anos, sobrepondo as férias escolares da criança com parte do período letivo. O roteiro, iniciado nas ilhas gregas em setembro, seguiu de trem pela Itália até a Alemanha, terminando em outubro. O objetivo principal era combinar diversão e aprendizado durante a jornada.

Apesar de momentos marcantes, como a estadia nas ilhas gregas, a visita a cidades como Pisa e Veneza e a descoberta da história e culinária de Praga, a experiência revelou três aspectos principais que seriam ajustados em uma futura viagem longa com uma criança. A planejadora do passeio, cuja identidade não foi divulgada, compartilhou os aprendizados com a Business Insider.

Socialização e companhia para brincar

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A filha, filha única e leitora voraz, adapta-se bem a momentos sozinha, mas ainda busca interação com outras crianças. Para atender a essa necessidade, a família planejou um fim de semana em uma casa grande perto de Como, na Itália, com amigos do Reino Unido. No entanto, o cancelamento do voo dos convidados frustrou os planos, deixando a criança chateada pela expectativa não atendida.

Durante o período de viagem, que coincidiu com o ano letivo em vários países, foi difícil encontrar crianças da mesma idade em parques e praias. A busca por resorts com clubes infantis na Grécia e na Itália também se mostrou complicada, e acampamentos familiares estavam localizados longe dos centros urbanos principais.

A solução encontrada foi intensificar atividades em família: noites de cinema, jogos de cartas, visita a parques infantis, natação e passeios em atrações focadas no público infantil, como a Casa das Borboletas em Viena e o Zoológico de Berlim. Para uma próxima viagem extensa, a família pretende incluir no roteiro visitas a amigos ou parentes com filhos e priorizar hospedagens mais voltadas para famílias.

Desafios na alimentação durante a viagem

Experimentar novas comidas é um dos principais atrativos de viajar para os pais, mas a criança, por vezes, preferiu se ater a alimentos conhecidos, como batatas fritas e pizza. Na Grécia, a dieta consistiu em carne de kebab, pepino, azeitonas, pão e batatas fritas. A Itália foi mais fácil, com pasta e pizza, mas pratos típicos da Suíça, Áustria, República Tcheca e Alemanha não foram tão bem recebidos.

O café da manhã representou outro obstáculo, com a rejeição a doces e pastéis, que eram a opção econômica e saborosa planejada pelos pais. A solução foi carregar uma caixa de cereais pela maior parte da viagem e recorrer a sanduíches de queijo e salame com frutas no almoço.

Um ponto positivo foi a visita a mercados e lojas locais para selecionar pães, carnes, lanches e frutas, dando à criança algum controle sobre suas escolhas alimentares. Em uma próxima oportunidade, a família pretende se preocupar menos em forçar a experimentação de novos alimentos e priorizar acomodações com cozinha para reduzir a necessidade de comer em restaurantes com frequência.

Seleção de atividades culturais e museus

A criança demonstrou paciência ao visitar diversos museus e galerias de arte na Grécia, Itália, Suíça, Viena e Praga. Ela se interessou por achados arqueológicos no Acrópole de Atenas e no Coliseu de Roma.

Os museus que mais prenderam sua atenção foram os de abordagem mais moderna e com exposições adaptadas para o público infantil, como o "Mythos Mozart" em Viena, que se assemelha a uma instalação artística. O limite foi atingido na quinta semana de viagem, durante a visita à Catedral de São Vito em Praga, quando a família cansou-se de igrejas antigas e museus tradicionais.

Para futuras viagens, a intenção é reduzir visitas a museus e galerias convencionais, substituindo-as por mais tours familiares, experiências interativas e atividades gratuitas ao ar livre. Apesar dos ajustes necessários, a família considera a viagem uma experiência memorável e valiosa para a criança.