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Fundadora de fintech indiciada por fraude após integrar lista Forbes 30 Under 30

Fundadora de fintech indiciada por fraude após integrar lista Forbes 30 Under 30

Gökçe Güven, CEO da Kalder, é acusada de falsificar dados financeiros para obter US$ 7 milhões de investidores e um visto americano.

Redação
Redação
2 de fevereiro de 2026

A fundadora e CEO da fintech Kalder, Gökçe Güven, de 26 anos, foi indiciada por supostas fraudes de valores mobiliários, fraude eletrônica, fraude de visto e furto qualificado de identidade. A turca, que integrou a prestigiada lista Forbes 30 Under 30 no ano passado, é acusada pelo Departamento de Justiça dos EUA de enganar investidores durante uma rodada de financiamento.

O processo alega que, em abril de 2024, Güven levantou US$ 7 milhões de mais de uma dúzia de investidores usando um *pitch deck* com informações falsas sobre a saúde financeira e a base de clientes da sua startup. A Kalder, fundada em 2022, promete ajudar empresas a criar e monetizar programas de recompensas.

Dados Inflados e Dois Conjuntos de Contabilidade

Segundo a acusação, o material apresentado aos investidores afirmava que 26 marcas estavam "usando a Kalder" e outras 53 estavam em fase "freemium ativa". Na realidade, a promotoria sustenta que a startup oferecia apenas programas-piloto com grandes descontos para muitas dessas empresas, e outras não tinham qualquer acordo com a Kalder, "nem mesmo para serviços gratuitos".

O *pitch deck* também relatava falsamente que a receita recorrente da Kalder havia crescido mês a mês desde fevereiro de 2023 e que, em março de 2024, a empresa havia atingido US$ 1,2 milhão em receita anual recorrente. A investigação descobriu que Güven mantinha dois conjuntos separados de livros contábeis, um com "números falsos e inflados" para mostrar a investidores e esconder a "verdadeira condição financeira da empresa".

Fraude para Obter Visto e Clientes Alegados

Além das acusações financeiras, o Departamento de Justiça alega que Güven usou mentiras sobre a Kalder e documentos forjados para obter um visto do tipo O-1, reservado para indivíduos de "habilidade extraordinária", permitindo que ela vivesse e trabalhasse nos Estados Unidos.

A revista Forbes, ao incluí-la na lista de sub-30, destacou que seus clientes incluíam a famosa chocolatier Godiva e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A Kalder também afirmava contar com o apoio de várias firmas de capital de risco proeminentes.

Contexto e Próximos Passos

Gökçe Güven se junta a uma lista notória de ex-integrantes da Forbes 30 Under 30 que posteriormente enfrentaram acusações criminais, como Sam Bankman-Fried (FTX), Charlie Javice (Frank) e Martin Shkreli. Em resposta à TechCrunch, a CEO disse que divulgaria uma declaração sobre as acusações nesta terça-feira.

O caso, processado no tribunal federal de Nova York, segue em investigação. As acusações de fraude de valores mobiliários e fraude eletrônica podem levar a longas penas de prisão, enquanto a de furto qualificado de identidade carrega uma sentença mínima obrigatória de dois anos.

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