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O Furacão Catarina, registrado em março de 2004, é o único fenômeno do tipo a atingir o Brasil. O ciclone tropical com ventos superiores a 119 km/h chegou ao litoral de Santa Catarina, contrariando a crença científica vigente até então de que furacões não se formavam no Atlântico Sul.

O evento foi considerado extremamente raro, resultado de uma combinação única de condições meteorológicas. A formação exigiu uma perturbação atmosférica que evoluiu para uma área de baixa pressão, que encontrou no oceano a umidade, o calor e os ventos adequados para se intensificar.

Condições excepcionais para um evento único

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Na década de 80, cientistas acreditavam que características climáticas e geológicas do Atlântico Sul impossibilitavam a formação de ciclones tropicais. A observação via satélite, anos depois, começou a mostrar sistemas ciclônicos na região, mas nenhum havia se desenvolvido plenamente até 2004.

O fenômeno começou como um ciclone comum, mas uma área de alta pressão muito intensa sobre o oceano o impediu de se dissipar. "As temperaturas do oceano mais quentes, e o cisalhamento do vento menos intenso que o normal fizeram com que o sistema se transformasse, em poucos dias, em um Furacão", descreve a análise meteorológica da época.

Escala de intensidade e raridade futura

Furacões são ciclones tropicais categorizados pela Escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5, baseada principalmente na velocidade dos ventos sustentados. Apesar da ocorrência do Catarina, as condições gerais na região continuam desfavoráveis para novos eventos do tipo.

Cientistas avaliam que a possibilidade de formação de futuros furacões no Brasil é baixa. "Os cientistas acreditam que um fenômeno deste tipo é algo tão raro que se vê uma única vez durante a vida", conforme análise especializada. A trajetória típica desses sistemas, que começa com uma onda tropical movida pelos ventos alísios de leste a oeste, raramente encontra no Atlântico Sul a energia necessária para se tornar um furacão.

O Furacão Catarina permanece como um caso de estudo único na meteorologia brasileira, evidenciando que, embora as chances sejam mínimas, eventos extremos podem ocorrer sob circunstâncias excepcionais. Monitoramento contínuo por satélites mantém a vigilância sobre o oceano, mas não há previsão ou alerta para a formação de novos fenômenos similares no curto ou médio prazo.