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O banco de investimento Goldman Sachs anunciou nesta sexta-feira um pacote de remuneração de US$ 47 milhões para seu presidente e diretor-executivo (CEO), David Solomon, referente ao seu desempenho em 2025. O valor, divulgado em um registro regulatório, coloca Solomon à frente de seu principal concorrente em Wall Street, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que receberá US$ 43 milhões pelo ano passado.

A compensação de Solomon representa um aumento de 21% em relação aos US$ 39 milhões que ele recebeu por seu trabalho em 2024. O banco justificou o valor citando a "criação contínua e significativa de valor para o acionista durante 2025", incluindo um retorno total para o acionista de 57% sob a liderança de Solomon.

Melhor desempenho em anos

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O Goldman Sachs acaba de encerrar seu segundo melhor ano de todos os tempos, reportando receitas líquidas superiores a US$ 58 bilhões. A divisão de banco de investimento da empresa teve seu melhor ano em receita, e as ações do banco tiveram valorização significativa durante a gestão de Solomon.

Em comunicado, o banco destacou que a performance reflete uma recuperação do "swagger" (confiança) da instituição financeira sob o comando do atual CEO.

Incentivo de longo prazo

A alta remuneração de 2025 segue outro grande incentivo concedido a Solomon há cerca de um ano. Na ocasião, o banco concedeu a ele e a seu vice-presidente, o presidente e diretor de operações (COO) John Waldron, US$ 80 milhões cada em unidades de ações restritas (RSUs), com vencimento programado para um período de cinco anos.

Essas ações restritas são parte de uma estratégia de retenção e alinhamento de interesses de longo prazo entre a alta administração e os acionistas da empresa.