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Um homem de 50 anos foi diagnosticado com raiva humana após ser mordido por um sagui em Campina Grande, na Paraíba. O paciente está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) desde o dia 15 de dezembro de 2025.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande, o homem apresentou os primeiros sintomas da doença em 10 de dezembro e foi internado no dia 13. A piora do quadro clínico levou à transferência para a UTI dois dias depois.

Quadro clínico grave e confirmação da doença

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O último boletim médico, divulgado na segunda-feira (22), apontou que o paciente apresenta um quadro grave, mas com "melhoras em alguns parâmetros nas últimas 12 horas". A confirmação do diagnóstico de raiva humana ocorreu no mesmo dia, após a realização de exames laboratoriais no HUAC.

Na admissão na UTI, o homem apresentava "agitação psicomotora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue", conforme detalhou a secretaria. Devido à insuficiência respiratória aguda e instabilidade neurológica, foi necessária a intubação orotraqueal e o início de ventilação mecânica invasiva.

Falta de atendimento pós-mordida

A pasta municipal informou que o ataque ocorreu em setembro, quando o paciente tentava alimentar o animal. Na ocasião, o homem não procurou atendimento médico após a mordida.

Seguindo o protocolo de vigilância, a suspeita de raiva humana foi notificada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A confirmação laboratorial da doença foi concluída na última segunda-feira (22).

Contexto sobre a raiva humana

A raiva é uma doença viral aguda e quase sempre fatal, transmitida principalmente pela mordida de animais infectados, como cães, gatos, morcegos e primatas não humanos, como os saguis. O vírus ataca o sistema nervoso central.

O protocolo de prevenção pós-exposição, que inclui a aplicação de soro e vacina, é altamente eficaz se iniciado logo após a agressão. A doença, quando manifesta clinicamente, não tem tratamento específico e evolui para óbito em praticamente 100% dos casos.

As autoridades de saúde monitoram o caso e investigam a origem do animal agressor. A Secretaria de Saúde de Campina Grande reforça a orientação para que qualquer pessoa agredida por animal, silvestre ou doméstico, procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e início do protocolo preventivo, que é oferecido gratuitamente pelo SUS.