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Homem é diagnosticado com raiva humana após mordida de sagui na Paraíba
Saúde e Bem-Estar

Homem é diagnosticado com raiva humana após mordida de sagui na Paraíba

Paciente de 50 anos está internado em estado grave na UTI e não procurou atendimento após o ataque em setembro.

Redação
Redação
23 de dezembro de 2025

Um homem de 50 anos foi diagnosticado com raiva humana após ser mordido por um sagui em Campina Grande, na Paraíba. O paciente está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) desde o dia 15 de dezembro de 2025.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande, o homem apresentou os primeiros sintomas da doença em 10 de dezembro e foi internado no dia 13. A piora do quadro clínico levou à transferência para a UTI dois dias depois.

Quadro clínico grave e confirmação da doença

O último boletim médico, divulgado na segunda-feira (22), apontou que o paciente apresenta um quadro grave, mas com "melhoras em alguns parâmetros nas últimas 12 horas". A confirmação do diagnóstico de raiva humana ocorreu no mesmo dia, após a realização de exames laboratoriais no HUAC.

Na admissão na UTI, o homem apresentava "agitação psicomotora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue", conforme detalhou a secretaria. Devido à insuficiência respiratória aguda e instabilidade neurológica, foi necessária a intubação orotraqueal e o início de ventilação mecânica invasiva.

Falta de atendimento pós-mordida

A pasta municipal informou que o ataque ocorreu em setembro, quando o paciente tentava alimentar o animal. Na ocasião, o homem não procurou atendimento médico após a mordida.

Seguindo o protocolo de vigilância, a suspeita de raiva humana foi notificada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A confirmação laboratorial da doença foi concluída na última segunda-feira (22).

Contexto sobre a raiva humana

A raiva é uma doença viral aguda e quase sempre fatal, transmitida principalmente pela mordida de animais infectados, como cães, gatos, morcegos e primatas não humanos, como os saguis. O vírus ataca o sistema nervoso central.

O protocolo de prevenção pós-exposição, que inclui a aplicação de soro e vacina, é altamente eficaz se iniciado logo após a agressão. A doença, quando manifesta clinicamente, não tem tratamento específico e evolui para óbito em praticamente 100% dos casos.

As autoridades de saúde monitoram o caso e investigam a origem do animal agressor. A Secretaria de Saúde de Campina Grande reforça a orientação para que qualquer pessoa agredida por animal, silvestre ou doméstico, procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e início do protocolo preventivo, que é oferecido gratuitamente pelo SUS.

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