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O número de divórcios no Brasil registrou a maior alta em uma década, com crescimento de 15,5% entre 2004 e 2005, segundo dados do IBGE (Estatísticas do Registro Civil). O levantamento, iniciado em 1995, aponta que o aumento foi mais acentuado nas regiões Sudeste (21,8%) e Norte (17,8%). A média de idade no momento da separação foi de 42 anos para homens e 39 anos para mulheres.

O cenário de desestruturação familiar é agravado por outro dado alarmante: cerca de 8 milhões de crianças vivem abandonadas nas ruas do país, especialmente nos grandes centros urbanos. Muitas têm pais vivos, mas envolvidos com alcoolismo ou outras dependências, enquanto outras nunca conheceram uma estrutura familiar mínima.

Crianças sem referência de lar e crescimento de bebês de rua

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Com o rompimento dos laços familiares, essas crianças crescem sem noção de pertencimento ou cuidado contínuo. "Nada é meu, mas posso usar tudo o que estiver ao meu alcance" torna-se uma lógica de sobrevivência, conforme análise do contexto. Um fenômeno ainda mais grave é o crescimento do número de bebês de rua, filhos de meninas que também vivem nas ruas.

Essas crianças já nascem distantes da ideia de família e lar, aprofundando um ciclo de vulnerabilidade. Especialistas apontam que a fragilização familiar tem reflexo imediato e coletivo, sendo sinônimo de uma sociedade adoecida.

Debate sobre aborto e defesa da adoção

Diante deste cenário, ganha força o debate sobre o aborto. Correntes que defendem a família argumentam que a prática aprofundaria uma "cultura do descarte", sendo um crime contra o futuro. Enquanto isso, milhares de casais que não conseguem gerar filhos biologicamente aguardam na fila de adoção.

A proposta é que, em casos de gravidez não desejada, haja acolhimento, orientação e a possibilidade de entrega responsável da criança às autoridades para adoção. O objetivo é que cada criança possa crescer em um lar estruturado.

Restauração familiar como pilar social

O maior propósito, segundo analistas, deve ser restaurar e fortalecer as famílias, oferecendo apoio emocional, social e espiritual. "O futuro de uma nação está diretamente ligado à forma como ela cuida de suas crianças hoje", destaca um trecho da análise. A família é vista como a base onde o ser humano recebe seus primeiros valores, constrói identidade e forma caráter.

Especialistas afirmam que é possível construir um futuro mais justo com famílias saudáveis, ajustadas e preparadas para acolher e proteger as crianças. A restauração deste pilar é considerada fundamental para uma sociedade vencedora.