O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para uma onda de calor que deve atingir mais de 500 municípios da Região Sul do Brasil. O aviso, divulgado na tarde desta segunda-feira (2), é válido das 00h de terça-feira (3) até as 23h59 de sábado (7).
O alerta vermelho é o de maior gravidade na escala do Inmet e indica situação meteorológica de grande risco à população. O fenômeno deve impactar áreas do Oeste de Santa Catarina, das regiões Serrana, Noroeste e Sudoeste do Rio Grande do Sul, além de partes do Centro-Sul, Sudoeste e Sudeste do Paraná.
O que caracteriza a onda de calor
Segundo o Inmet, uma onda de calor é um evento climático marcado por temperaturas extremamente altas, que superam os patamares esperados para a região e época do ano por dias consecutivos. Neste caso, as temperaturas podem ficar 5°C acima da média histórica por um período superior a cinco dias.
O calor extremo traz riscos significativos à saúde, podendo causar desde sensação de cansaço e lentidão até tonturas e problemas mais graves, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Contexto climático e previsões para fevereiro
Este não é o primeiro evento do tipo registrado neste verão. Em janeiro, o Inmet já havia contabilizado uma onda de calor nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, entre os dias 12 e 14.
A previsão do órgão para o mês de fevereiro indica que as temperaturas seguirão acima da média em grande parte do país. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, por exemplo, a expectativa é de termômetros marcando até 1°C a mais do que o habitual para o período.
O mês também deve ser marcado por longos períodos de tempo seco em várias regiões, intercalados com episódios concentrados de chuva, principalmente no Norte e em parte do Sudeste. Para o Sul e Centro-Oeste, a previsão é de chuvas abaixo da média.
Próximos passos e recomendações
O Inmet recomenda que a população das áreas afetadas pelo alerta vermelho tome cuidados especiais, como hidratar-se constantemente, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre 10h e 16h) e redobrar a atenção com crianças e idosos.
O órgão federal continuará monitorando as condições meteorológicas e atualizando os avisos conforme a evolução do fenômeno. A situação ocorre mesmo sem a atuação dos fenômenos El Niño ou La Niña, que costumam influenciar os padrões de temperatura no país.