Irã fecha espaço aéreo após ameaças de ataque militar dos Estados Unidos
Medida ocorre em meio a escalada de tensões após declarações do governo norte-americano sobre "medidas muito fortes".
O Irã fechou seu espaço aéreo nesta quarta-feira (14) em meio a tensões com os Estados Unidos e alertas de um possível ataque militar. A medida foi detectada pelo site de monitoramento Flightradar24, que mostrou drástica redução no tráfego aéreo sobre o território iraniano a partir das 18h30 (horário de Brasília).
A decisão ocorre após o governo do presidente Donald Trump declarar a retirada de militares de bases norte-americanas no Oriente Médio. O anúncio foi uma resposta a ameaças do Irã de bombardear essas instalações caso os EUA atacassem o país persa.
Alerta oficial da Alemanha
Autoridades alemãs emitiram alerta formal para que companhias aéreas do país evitem o espaço aéreo iraniano. O comunicado, citado pelo Flightradar24, descreve "situação perigosa" e cita "risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo".
O fechamento afetou quase toda a movimentação aérea civil. Às 18h30 de quarta-feira, apenas alguns voos de origem chinesa – de Guangzhou e Shenzhen – ainda sobrevoavam o território em direção à capital Teerã.
Contexto de tensões crescentes
Os últimos dias foram marcados por ameaças públicas do governo Trump. O presidente norte-americano prometeu "medidas muito fortes" caso o Irã execute manifestantes que protestam no país. Em declaração direcionada aos iranianos, Trump pediu que "continuem protestando" e "tomem o controle das instituições", afirmando que "a ajuda está a caminho".
A retirada de tropas americanas de bases na região foi interpretada como preparativo para ação militar, embora o governo dos EUA não tenha confirmado oficialmente planos de ataque. A medida do Irã em fechar seu espaço aéreo é vista como precaução contra possíveis operações aéreas.
Impacto imediato e próximos passos
O fechamento do espaço aéreo afeta rotas comerciais entre Europa e Ásia que tradicionalmente passam pelo corredor aéreo iraniano. Companhias aéreas internacionais já começaram a redirecionar voos para rotas alternativas, aumentando tempo e custo de viagens.
Especialistas em aviação civil alertam que a medida pode se estender enquanto persistirem as tensões. O monitoramento do espaço aéreo continua sendo feito por serviços internacionais, que acompanham qualquer movimentação militar na região.
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