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Irã marca execução de manifestante após julgamento considerado "rápido e obscuro"
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Irã marca execução de manifestante após julgamento considerado "rápido e obscuro"

Erfan Soltani, de 26 anos, foi detido durante protestos e não teve direito à defesa, segundo organização de direitos humanos.

Redação
Redação

14 de janeiro de 2026 ·
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O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, será executado nesta quarta-feira (14) após um julgamento que a organização Hengaw para os Direitos Humanos classificou como "rápido e obscuro". Soltani foi detido pelas autoridades do Irã no dia 8 de janeiro, durante os confrontos ligados aos protestos contra o regime dos aiatolás.

Natural da cidade de Karaj, onde foi preso, Erfan Soltani trabalhava na indústria de vestuário, conforme informações do site IranWire. A família do jovem foi informada sobre a sentença de morte poucos dias após a prisão. Ele não teve direito à defesa e conseguiu ver seus familiares apenas uma vez, por cerca de 10 minutos, depois de ser detido.

Contexto de violência e repressão

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Os protestos em larga escala contra o aiatolá Ali Khamenei, motivados por uma grave crise econômica no país, já duram mais de 15 dias. Segundo a organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos Estados Unidos, mais de 2 mil pessoas morreram e quase 16,8 mil foram presas durante esta onda de violência e repressão.

A execução de Soltani ocorre em um momento de tensão internacional sobre a situação dos direitos humanos no Irã. A resposta do regime aos protestos tem sido marcada por detenções em massa e condenações severas, com organizações internacionais denunciando a falta de transparência nos processos judiciais.

Reações e próximos passos

A ONG Hengaw, que monitora violações de direitos no Irã, é a principal fonte de informação sobre o caso. A organização alerta que a execução de Soltani pode ser apenas uma entre várias marcadas para os próximos dias, à medida que o regime busca reprimir a onda de insatisfação popular.

Até o momento, não há confirmação oficial do governo iraniano sobre a sentença ou a execução. A situação coloca um novo foco sobre as práticas judiciais do país e a resposta internacional às execuções de manifestantes.

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