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Justiça dos EUA nega suspensão de operação do ICE em Minnesota após mortes

Justiça dos EUA nega suspensão de operação do ICE em Minnesota após mortes

Juíza federal reconhece impacto "profundo e doloroso" da ação, mas mantém cerca de 3 mil agentes no estado.

Redação
Redação
1 de fevereiro de 2026

A Justiça Federal dos Estados Unidos rejeitou, neste sábado (31), um pedido do estado de Minnesota para suspender as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em seu território. A decisão mantém a presença de aproximadamente 3 mil agentes federais no estado, apesar de a ação judicial ter sido motivada por episódios de violência que resultaram na morte de dois cidadãos americanos em menos de um mês.

O processo foi movido pelo estado de Minnesota em conjunto com as cidades de Minneapolis e St. Paul, visando interromper a chamada Operação Metro Surge. As autoridades locais argumentam que a iniciativa viola a 10ª Emenda da Constituição americana, ao pressionar ilegalmente o estado a abandonar políticas de cidade-santuário e a ampliar a cooperação com as autoridades federais de imigração.

Mortes e argumentos legais

O pedido de suspensão foi apresentado após a morte de Renee Nicole Good, baleada por um agente do ICE. Em meio aos protestos contra a atuação da agência, um segundo cidadão americano, Alex Pretti, também morreu após ser atingido por disparos. Minnesota também sustentou em juízo que a atuação federal tem sido desproporcional e discriminatória em comparação com outros estados.

A juíza federal Katherine Menendez foi responsável pela decisão. Em sua análise, ela reconheceu que a operação provocou um “impacto profundo e até doloroso” para Minnesota, mas ponderou que “esses não são os únicos danos a serem considerados”, fundamentando sua negativa ao pedido de retirada dos agentes.

Reações divergentes após a decisão

A decisão judicial gerou reações opostas entre autoridades locais e federais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, manifestou desapontamento em comunicado. “Essa operação não trouxe segurança pública. Trouxe o oposto e prejudicou a ordem que precisamos para uma cidade funcionar. É uma invasão e precisa parar”, afirmou Frey.

Do lado federal, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, celebrou o resultado. Em publicação na rede social X, ela classificou a decisão como uma vitória expressiva e afirmou: “Nem as políticas de cidades-santuário nem os litígios sem mérito impedirão o governo Trump de fazer cumprir a lei federal em Minnesota”.

Contexto e próximos passos

A Operação Metro Surge intensificou as tensões entre governos estaduais com políticas progressistas de imigração e a administração federal. A 10ª Emenda, invocada por Minnesota, trata dos poderes reservados aos estados, um princípio fundamental no federalismo americano. A decisão de sábado mantém o status quo da operação, mas o estado pode recorrer da decisão, o que pode levar o caso a instâncias superiores da Justiça americana.

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