A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (13), um homem apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na Bahia. A prisão ocorreu no bairro Gardênia Azul, na Zona Oeste da capital fluminense, durante uma operação integrada de inteligência.
O suspeito é investigado por crimes de extrema gravidade, incluindo o homicídio de um policial militar, e cumpria mandado de prisão preventiva em aberto. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO), da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Operação de alcance nacional prende cinco lideranças
A captura faz parte de uma série de ações de inteligência com alcance interestadual conduzidas pelas forças de segurança do Rio. Segundo o governo estadual, cinco lideranças do tráfico de drogas ligadas ao Comando Vermelho foram capturadas em operações recentes. Os alvos atuavam nos estados de Goiás, Piauí, Mato Grosso, Bahia e Alagoas.
Entre os presos estão Cássio Dumont, conhecido como "Cascão", liderança da facção em Goiás, capturado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Outro detido foi Rafael Amorim de Brito, o "Rafão", considerado o criminoso mais procurado do Mato Grosso e preso em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.
Perfil dos criminosos capturados
Rafão é investigado por crimes como estupro, tráfico de drogas, roubo e homicídios de policiais, com múltiplos mandados de prisão em aberto. Também foram detidos um criminoso acusado de participar de 19 homicídios no Piauí, uma liderança do tráfico na Bahia (presa em São Gonçalo) e o chefe do tráfico de Campo Alegre, em Alagoas, capturado em Duque de Caxias após troca de informações com a Polícia Civil alagoana.
Declaração do governo e política de segurança
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comentou a operação. "As forças de segurança atuam com inteligência e de forma integrada para localizar e retirar de circulação lideranças do crime organizado, independente de onde atuem", afirmou. Castro reforçou que o estado não servirá de refúgio para criminosos de outras unidades da federação.
As operações evidenciam uma estratégia de cooperação interestadual para combater a expansão de facções criminosas, utilizando inteligência policial para rastrear e prender líderes que se deslocam entre estados para fugir da Justiça.