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Maior tempestade solar em 20 anos coloca Terra em alerta e afeta comunicações

Maior tempestade solar em 20 anos coloca Terra em alerta e afeta comunicações

Fenômeno de categoria G4 pode causar falhas em satélites, aviação e gerar auroras boreais em regiões incomuns.

Redação
Redação
20 de janeiro de 2026

Uma tempestade geomagnética severa, classificada como de categoria G4 ou superior, atingiu a Terra na noite de segunda-feira (19) e na manhã desta terça-feira (20). O fenômeno é considerado a maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos, conforme alerta emitido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) dos Estados Unidos.

O evento raro, que coloca o planeta em estado de atenção, tem potencial para causar perda completa de comunicações de alta frequência em regiões polares e representa um risco elevado para operações de satélites e aviação. Autoridades como a Nasa e a Administração Federal de Aviação (FAA) foram notificadas.

Fenômeno raro e de alto impacto

Tempestades solares desta magnitude são eventos muito incomuns. "A última vez que níveis de S4 foram observados foi em outubro de 2003. Os efeitos potenciais estão principalmente limitados a lançamentos espaciais, aviação e operações de satélite", informou o SWPC através da rede social X.

O fenômeno ocorre quando partículas carregadas são aceleradas por processos no Sol e chegam à Terra em quantidade suficiente. O centro de previsão alertou que tempestades dessa intensidade podem persistir por vários dias, exigindo monitoramento constante.

Efeitos práticos e medidas de preparação

Entre os principais impactos listados pelos especialistas estão falhas em sistemas de posicionamento (GPS), aumento da resistência atmosférica em satélites de baixa órbita – o que pode alterar suas trajetórias – e riscos para comunicações de aeronaves em rotas polares.

Além da Nasa e da FAA, o SWPC também notificou a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) e a Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC) para que adotem medidas preventivas. Companhias aéreas que operam em grandes altitudes, principalmente em rotas que sobrevoam os polos, foram orientadas a monitorar a situação de perto.

Auroras boreais em locais incomuns

Um efeito colateral visível da intensa atividade solar será a formação de auroras boreais em áreas onde normalmente não são observadas. O SWPC previu que o fenômeno luminoso poderá ser visto em regiões como o norte da Califórnia e o Alabama, nos Estados Unidos.

As auroras são criadas quando partículas carregadas do Sol interagem com o campo magnético da Terra e com gases na atmosfera, produzindo cortinas de luz colorida nos céus das regiões de alta latitude.

O monitoramento do evento continua, e novas atualizações sobre a duração e a intensidade da tempestade geomagnética devem ser divulgadas pelo SWPC nas próximas horas. Especialistas recomendam que operadores de infraestruturas críticas espaciais e de aviação mantenham os protocolos de contingência ativados.

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