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Malafaia desafia Damares a citar nomes de igrejas em supostas fraudes no INSS
Política

Malafaia desafia Damares a citar nomes de igrejas em supostas fraudes no INSS

Pastor cobra que senadora apresente provas concretas após acusações genéricas sobre envolvimento de líderes religiosos em esquemas.

Redação
Redação

15 de janeiro de 2026 ·
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O pastor Silas Malafaia desafiou publicamente a senadora Damares Alves (Republicanos) a apresentar os nomes de líderes religiosos e igrejas que, segundo ela, estariam envolvidos em fraudes contra aposentados do INSS. A cobrança foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual Malafaia classifica as acusações da parlamentar como graves e exige identificação e provas.

O embate público começou após declarações da senadora em entrevista ao SBT News no último domingo (11). Damares afirmou que há pressões para impedir investigações e que igrejas aparecem em esquemas de fraudes aos aposentados. "Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Aí quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: 'Não falem, não digam, não investigam, porque os fiéis vão ficar muito triste'", disse a senadora.

Reação imediata e cobrança por nomes

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No vídeo de resposta, Malafaia exibiu um trecho da fala de Damares antes de reagir. O pastor foi enfático ao cobrar detalhamento. "Uma questão gravíssima dessa, uma acusação desse nível e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas que estão envolvidas na falcatrua", afirmou Malafaia. Ele completou: "Ou a senhora dá os nomes, ou a senhora é uma leviana linguaruda".

Malafaia argumentou que, se existem provas, elas devem ser apresentadas de forma clara para o bem da própria igreja evangélica. Ele encerrou o vídeo afirmando que aguarda a divulgação dos nomes mencionados e classificou a postura da senadora, na ausência de provas, como "covarde e vergonhosa".

Nota oficial da senadora e lista de requerimentos

Em resposta à polêmica, a assessoria de Damares Alves divulgou uma nota ainda nesta terça-feira (13). O comunicado afirma que as declarações foram feitas no contexto da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga fraudes no INSS e que as informações seriam públicas, constando em requerimentos aprovados pela comissão.

A nota lista uma série de pedidos de transferência de sigilo apresentados pela senadora durante os trabalhos da CPMI. Entre as instituições mencionadas estão a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.

O texto também cita convites e convocações feitos a líderes religiosos como Cesar Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes. A senadora ressalta que os requerimentos foram baseados em indícios identificados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal, analisados com respeito ao devido processo legal.

Nova réplica do pastor e acusação de contradição

Após a divulgação da nota, Silas Malafaia publicou uma nova mensagem afirmando que Damares "se contradiz". Segundo o pastor, o comunicado citou apenas um líder religioso já mencionado anteriormente na imprensa e nenhuma "grande igreja", como sugerido no plural usado pela senadora em sua acusação inicial.

Malafaia sustentou que a acusação genérica, sem a apresentação de nomes concretos de grandes denominações ou líderes renomados, teria "denegrido de maneira geral a igreja evangélica". A troca de acusações evidencia a tensão no debate público sobre o alcance das investigações da CPMI do INSS e os limites das acusações envolvendo instituições religiosas.

Contexto da investigação e próximos passos

A CPMI dos Maus-tratos e Fraudes no INSS foi instalada em 2023 para apurar desvios e irregularidades no instituto. O envolvimento de igrejas e líderes religiosos em esquemas de fraude tem sido um dos eixos investigados, com base em cruzamento de dados financeiros. A polêmica entre Malafaia e Damares coloca em evidência o desafio de conciliar a presunção de inocência com a transparência das investigações quando figuras públicas e instituições de grande capilaridade social são mencionadas.

O desfecho do impasse agora depende se a senadora apresentará publicamente mais detalhes que sustentem suas acusações ou se o debate permanecerá no campo das acusações genéricas versus cobranças por provas. A CPMI segue seus trabalhos com a perspectiva de votar seu relatório final nos próximos meses.

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