A morte do cachorro Orelha, ocorrida em janeiro após uma agressão na Praia Brava (SC), motivou uma série de protestos neste domingo (1º) em diversas capitais do país. Os atos, organizados pelo grupo “Cadeia Para Maus-Tratos”, pedem justiça para o caso e mudanças na legislação.
O animal, um cão comunitário de cerca de 10 anos, foi agredido no dia 4 de janeiro e precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos. As investigações apontam a participação de quatro adolescentes, e três adultos — pais de dois dos jovens e um tio de outro — foram indiciados por suspeita de intimidar testemunhas.
Manifestações tomam as ruas
Em São Paulo, a concentração começou às 10h no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, foram realizadas duas caminhadas: uma no Aterro do Flamengo, também às 10h, e outra em Copacabana, às 16h.
Já em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram na Feira Hippie a partir das 10h. Em Florianópolis, cidade onde o crime ocorreu, o ato aconteceu no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, na região central, no mesmo horário.
Cobrança por responsabilização
Durante os protestos, muitos participantes compareceram acompanhados de seus animais de estimação. Cartazes exibiam frases como “Quem protege o animal?”, “Justiça pelo Orelha” e “Redução da maioridade penal já”, refletindo a principal demanda por responsabilização dos envolvidos.
Os atos reuniram ativistas da causa animal, integrantes de coletivos de proteção, figuras públicas e representantes políticos, demonstrando a ampla comoção gerada pelo caso.
Investigacões e próximos passos
O caso segue sob investigação da polícia de Santa Catarina. O indiciamento dos três adultos por suposta obstrução da justiça representa um desdobramento recente nas apurações. A mobilização popular pressiona por celeridade no processo e por avanços na legislação de proteção animal.
O grupo “Cadeia Para Maus-Tratos”, organizador dos protestos, promete manter a vigilância sobre o caso e continuar a mobilização até que haja uma conclusão judicial.