Kristen Boelen, fundadora da marca Lunch Break Vintage, encontrou uma bolsa de couro trançado da renomada grife italiana Bottega Veneta em um brechó da região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, em dezembro de 2025. A peça, que pesquisas online indicam valer cerca de US$ 3 mil (aproximadamente R$ 15 mil), foi adquirida por apenas US$ 8 (cerca de R$ 40). A descoberta ocorreu durante uma das visitas rotineiras de Boelen, que frequenta brechós pelo menos três vezes por semana para seu negócio.
A empreendedora, que antes trabalhava como diretora de arte em uma empresa de vinhos e destilados, identificou a autenticidade do item pelo peso, pelo hardware de qualidade e pelo couro macio e "amanteigado" no interior. Após localizar a etiqueta de serial e confirmar o modelo através do aplicativo Google Lens, Boelen autenticou oficialmente a bolsa via plataforma Authentic Detective, obtendo um certificado de autenticidade. Ela decidiu ficar com o acessório para seu uso pessoal.
Do hobby ao negócio: a trajetória da "caçadora"
Kristen Boelen começou a frequentar brechós assim que obteve sua habilitação para dirigir, buscando itens de grife que estavam fora de seu orçamento na época. O hábito continuou durante a faculdade e em sua carreira corporativa posterior, quando fazia buscas em seus horários de almoço – prática que deu nome à sua empresa, Lunch Break Vintage. Inicialmente, ela vendia peças encontradas na plataforma Whatnot aos fins de semana, até transformar a atividade em seu trabalho integral em fevereiro de 2025.
"Eu procuro o tempo todo porque agora faço isso para viver, mas acho que a consistência é a chave", afirmou Boelen em entrevista ao Business Insider. "Eu brecho pelo menos três vezes por semana, toda semana", completou.
O momento da descoberta e a estratégia de busca
No dia da descoberta, uma quarta-feira – data de abertura semanal do brechó em questão –, o local estava vazio. Boelen relatou que inicialmente não deu muita importância às duas bolsas de couro trançado que viu, devido à abundância de réplicas inspiradas na Bottega Veneta no mercado. Foi ao examinar os detalhes, como a qualidade do metal e a forma como o couro caía, que desconfiou da autenticidade.
Em um vídeo que postou sobre o achado, é possível ver seu choque ao abrir a bolsa e encontrar o logo da grife. "Você pode ver no vídeo que postei que esse é o momento em que meu queixo cai", descreveu. Apesar da desconfiança inicial de que a loja poderia ter separado itens de alto valor para venda online, a peça estava disponível para compra.
Filosofia de consumo e dica para colecionadores
Boelen enfatiza que, em suas buscas, prioriza a qualidade e a durabilidade sobre tendências passageiras. "Um bom item de segunda mão tem que atender a todas as caixas para mim, e eu me importo muito com a qualidade, sempre procurando fibras naturais", explicou. Seu foco está em peças que façam as pessoas se sentirem elegantes e que possam ser guardadas no armário para sempre.
A empreendedora também desmitifica a ideia de que brechós em cidades pequenas ou afastadas oferecem itens inferiores. "Não acredite que lugares no meio do nada são lixo. Algumas das minhas melhores, mais legais e únicas peças vieram de lojas no meio do nada", aconselhou Boelen, reforçando que a persistência e o olhar treinado são tão importantes quanto o local da busca.