O Museu do Louvre, em Paris, instalou grades metálicas em janelas e reforçou barreiras físicas em áreas sensíveis após o roubo de joias da coroa francesa, ocorrido em 19 de outubro. As peças, avaliadas em cerca de 88 milhões de euros (aproximadamente R$ 573,29 milhões), seguem desaparecidas, apesar das investigações policiais que já resultaram na prisão de sete suspeitos.
O crime aconteceu por volta das 09h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu. Criminosos quebraram uma janela da Galeria de Apolo para acessar o espaço que abriga joias históricas da antiga realeza francesa. A ação durou cerca de sete minutos e ocorreu em plena luz do dia.
Medidas de proteção emergenciais
Segundo nota oficial do museu, uma grade foi colocada diante da porta-janela da Galeria de Apolo, local exato do furto. A instituição afirmou que as mudanças fazem parte das lições extraídas após o roubo e do processo de fortalecimento de seu sistema de segurança.
Além da instalação da grade, dispositivos de afastamento passaram a operar no cais François Mitterrand, ao longo da fachada do Louvre. Um posto móvel avançado da polícia nacional foi posicionado desde 19 de dezembro no entorno do Carrousel, um dos principais acessos ao complexo museológico.
Expansão do monitoramento eletrônico
O Louvre também anunciou a expansão do monitoramento eletrônico. A partir do próximo ano, serão instaladas 100 câmeras perimetrais adicionais, previstas no primeiro lote do plano diretor de equipamentos de segurança, assinado e formalizado na semana passada.
Segundo a direção do museu, a ampliação da vigilância procura fortalecer o controle dos acessos externos e o acompanhamento contínuo das áreas mais sensíveis do complexo. O Louvre recebe milhões de visitantes por ano e abriga mais de 33 mil obras.
Itens roubados e investigações
Entre os itens levados estão coroas, colares, brincos e broches históricos. O diamante Regent, de 140 quilates e avaliado em cerca de R$ 377 milhões, considerado o item mais valioso do acervo, não foi levado.
A Promotoria de Paris coordena as investigações, com apoio de um departamento especializado no combate ao tráfico de bens culturais. O museu informou que as medidas de segurança continuam sendo avaliadas e ajustadas conforme o avanço das apurações.