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A partir desta quinta-feira (1º), entram em vigor duas medidas que aumentam o poder de compra de milhões de brasileiros: o novo salário mínimo de R$ 1.621 e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais. As mudanças, aprovadas pelo Congresso Nacional, têm impacto direto na renda e são estimadas pelo governo federal como um estímulo bilionário para a economia.

O novo piso salarial, que representa um reajuste de 6,79% sobre os R$ 1.518 anteriores, beneficia diretamente 34 milhões de trabalhadores formais. Quando considerados aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, o número de pessoas impactadas sobe para 62 milhões de brasileiros.

Impacto bilionário na economia

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Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o aumento do mínimo injeta cerca de R$ 7 bilhões por mês na economia. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula um impacto total de R$ 81,7 bilhões em 2026 com o novo valor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a aprovação das medidas, afirmando que elas representam “um estímulo extraordinário para o comércio, a indústria, o setor de serviços, o empreendedorismo. Que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”.

Isenção do IR amplia ganho real

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é a outra frente de aumento da renda disponível. Antes, a isenção valia para quem recebia até R$ 3.036. Agora, o limite sobe para R$ 5.000.

Com a mudança, um trabalhador que recebe R$ 5.000 terá um ganho líquido de mais de R$ 300 por mês, o que, em um ano, soma quase R$ 4.000 a mais no bolso, de acordo com a Agência Gov. A medida afeta diretamente 10 milhões de pessoas e reduz o imposto para outros 6 milhões que recebem até R$ 7.350.

Política de valorização do mínimo

O reajuste do salário mínimo segue a política de valorização retomada em 2023, que garante ganho real acima da inflação todos os anos, conforme o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O governo federal afirma que, sem essa política, o piso salarial nacional estaria próximo de R$ 823.

Somados, o salário mínimo mais alto e a isenção ampliada do IR devem colocar até R$ 109 bilhões a mais circulando na economia em 2026, segundo estimativas do Planalto. A avaliação do governo é que as medidas fortalecem o consumo, impulsionam o crescimento e melhoram o desempenho econômico do país ao longo do ano.