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NTSB investiga Waymo após veículos autônomos passarem ilegalmente por ônibus escolares

NTSB investiga Waymo após veículos autônomos passarem ilegalmente por ônibus escolares

Órgão de segurança dos EUA apura mais de 20 incidentes em Austin, Texas, onde robô-táxis não pararam para embarque de estudantes.

Redação
Redação
23 de janeiro de 2026

A Junta Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre a empresa de veículos autônomos Waymo após seus robô-táxis serem flagrados passando ilegalmente por ônibus escolares parados em pelo menos dois estados. O foco da investigação são mais de 20 incidentes ocorridos em Austin, Texas, conforme anunciado pelo órgão na sexta-feira (24).

Investigadores viajarão para Austin para coletar informações sobre uma série de ocorrências em que os veículos automatizados falharam em parar para o embarque ou desembarque de alunos, informou a NTSB em comunicado ao site TechCrunch. Um relatório preliminar é esperado em até 30 dias, e a junta de segurança publicará um relatório final mais detalhado em 12 a 24 meses.

Segunda investigação federal sobre o problema

Esta é a primeira vez que a Waymo é investigada pela NTSB, mas é a segunda investigação federal aberta sobre o mesmo problema. Em outubro, o Escritório de Investigação de Defeitos da Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Rodovias (NHTSA) já havia iniciado uma apuração semelhante.

A Waymo emitiu um recall de software em dezembro para corrigir a falha. No entanto, atualizações anteriores de software não foram suficientes para resolver o problema. Em Austin, onde a maioria dos incidentes foi capturada em vídeo, o distrito escolar local pediu à empresa que suspendesse as operações durante os horários de entrada e saída dos alunos.

Expansão da empresa e posicionamento

A nova investigação ocorre enquanto a Waymo está em meio a uma rápida expansão nos Estados Unidos. Apenas nesta semana, a empresa começou a oferecer serviço de robô-táxi em Miami, somando-se às operações em Atlanta, Austin, Los Angeles, Phoenix e na região da Baía de São Francisco.

"Navegamos com segurança por milhares de encontros com ônibus escolares semanalmente em todo os Estados Unidos, e o Waymo Driver está em constante melhoria. Não houve colisões nos eventos em questão, e estamos confiantes de que nosso desempenho de segurança em torno de ônibus escolares é superior ao de motoristas humanos", disse Mauricio Peña, diretor de segurança da Waymo, em nota ao TechCrunch. "Vemos isso como uma oportunidade de fornecer à NTSB insights transparentes sobre nossa abordagem centrada na segurança."

Diferença entre os órgãos investigativos

A NTSB difere da NHTSA por não ser uma agência regulatória federal. Ela não pode aplicar multas ou penalidades. Em vez disso, a junta de segurança geralmente realiza investigações profundas para identificar as causas raiz de problemas no mundo dos transportes. Quando uma investigação é concluída, a junta frequentemente realiza audiências e emite recomendações não vinculativas.

Cronologia dos incidentes

O primeiro incidente notável em que um veículo Waymo passou por um ônibus escolar parado ocorreu em setembro do ano passado em Atlanta, Geórgia. O robô-táxi saiu de uma garagem e cruzou perpendicularmente em frente ao ônibus escolar pelo lado direito do veículo. Em seguida, virou à esquerda e seguiu pela rua enquanto crianças desciam do ônibus.

A Waymo afirmou na época que o veículo não conseguiu ver a placa de "PARE" ou as luzes piscantes, e desde então disse que corrigiu esse cenário específico com uma atualização de software. No entanto, conforme a empresa corrigia o cenário de Atlanta, alguns de seus veículos foram flagrados passando por ônibus escolares parados em Austin, Texas.

O veículo de mídia local KXAN publicou vídeos recebidos de câmeras montadas em ônibus escolares que mostravam veículos da Waymo realizando manobras ilegais em múltiplas ocasiões. "Continuamos a nos engajar produtivamente com o Distrito Escolar Independente de Austin e aplaudimos seu sucesso relatado em reduzir as violações cometidas por motoristas humanos em torno de ônibus escolares de mais de 10 mil por ano", afirmou Peña.

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