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Operação desarticula esquema de furto de petróleo de dutos da Transpetro no RJ
Política

Operação desarticula esquema de furto de petróleo de dutos da Transpetro no RJ

Grupo criminoso causou prejuízo milionário e atuava com rede logística em sete estados, segundo Ministério Público.

Redação
Redação
22 de janeiro de 2026

Uma organização criminosa especializada no furto de petróleo de oleodutos da Transpetro foi desarticulada nesta quinta-feira (22) em uma operação conjunta do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil. A ação resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em outros sete estados.

Foram denunciadas 14 pessoas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). Até o momento, ao menos sete suspeitos foram presos. As investigações, que começaram em junho de 2024, apontam que o esquema causou um prejuízo estimado de R$ 5,8 milhões em um único episódio.

Estrutura criminosa com divisão de funções

Segundo as autoridades, o grupo atuava de forma organizada, com divisão clara de funções que incluía desde a perfuração ilegal dos dutos até proteção armada durante as ações. O Ministério Público identificou pelo menos 15 empresas que integravam a estrutura financeira do esquema, responsáveis pela receptação do produto, transporte interestadual e emissão de notas fiscais fraudulentas.

"As investigações indicam que o grupo atuava com uma rede logística voltada à comercialização do produto no mercado ilegal", afirmou o MPRJ em nota. Há ainda indícios de intimidação de testemunhas e destruição de provas.

Flagrante em propriedade ligada a contraventor

O esquema veio à tona após a Polícia Militar receber informações sobre um grupo armado furtando petróleo de um duto em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense. No local, foram encontrados dois caminhões-tanque já carregados com o combustível.

O imóvel onde ocorreu o flagrante pertence ao espólio do contraventor Waldemir Paes Garcia, segundo os investigadores. A Polícia Civil aponta que o local era usado como ponto estratégico para a extração clandestina.

Alcance interestadual e reincidência

Além do Rio de Janeiro, onde os alvos estão em Magé, Duque de Caxias, Macaé e Guapimirim, as ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Sergipe, com apoio das forças de segurança locais.

O MPRJ informou que parte dos investigados já havia sido denunciada anteriormente pelo mesmo tipo de crime e, mesmo assim, continuou operando o esquema, em desrespeito a decisões judiciais em vigor. Alguns deles também respondem a outros processos criminais.

Próximos passos das investigações

O Governo do Estado afirmou que a operação pretende interromper imediatamente as atividades ilegais e enfraquecer financeiramente organizações criminosas que causam prejuízos milionários e colocam vidas em risco. As investigações seguem em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

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